quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Investigações apontam R$ 10,8 milhões em contas na Suíça envolvendo Serra e PSDB

© André Dusek/Estadão O senador do José Serra (PSDB)

A Justiça suíça autorizou o envio de informações bancárias ao Brasil para compor investigação que apura supostos repasses para campanhas do PSDB e do senador José Serra por meio de instituições financeiras locais. A decisão final, tornada pública na manhã desta quinta-feira, 10, ocorre após os suíços rejeitarem um recurso que pedia a suspensão da cooperação entre as procuradorias dos dois países.

A ação tentava impedir que dados bancários anteriores a 2010 fossem enviados ao Brasil. Mas, para os juízes suíços, a decisão de 2018 do Supremo Tribunal Federal de declarar como extinta a punibilidade dos supostos crimes atribuídos ao senador não impede que haja uma investigação.

Em 2017, o Ministério Público da Suíça recebeu um pedido de cooperação do Brasil para investigar o caso por lavagem de dinheiro e corrupção. Foi ainda sob o mandato do então procurador-geral Rodrigo Janot que a Procuradoria-Geral da República solicitou ajuda oficial no exterior no caso que envolvia a campanha eleitoral de Serra e de outros membros do PSDB.

De acordo com os documentos do Tribunal, a movimentação financeira foi detectada a partir dos servidores de internet usados pela Odebrecht. “Os créditos em questão teriam sido depositados nos anos 2006, 2007 e 2009, totalizando R$ 10,8 milhões”, indicou. A instituição usada teria sido o Corner Bank, da cidade de Lugano.

No pedido, os procuradores brasileiros solicitavam todas as movimentações bancárias envolvendo as offshores entre 2006 e 2017. Em agosto de 2017, o MP suíço aceitou o pedido e ainda bloqueou os recursos. Cinco meses depois, em 5 de janeiro de 2018, a Justiça de Berna autorizou o envio de dados das contas ao Brasil.

Uma das empresas offshore supostamente usadas no esquema é a Circle Technical Company Inc, de Amaro Ramos, considerado operador do PSDB. Mas, um mês depois, os advogados da empresa e de Amaro entraram com um recurso para tentar impedir a transmissão dos dados. No dia 5 de setembro de 2018, os advogados argumentaram aos juízes suíços que a cooperação não poderia continuar já que, em 28 de agosto 2018, o STF reconhecia a “extinção da punibilidade” de Serra e de outros implicados.

Aos suíços, os advogados de Amaro entregaram um comunicado de imprensa do STF em que constava que “por unanimidade, a Segunda Turma do STF determinou a remessa à Justiça Eleitoral de São Paulo dos autos do inquérito 4428, em que o senador José Serra (PSDB-SP), o ex-deputado federal Ronaldo César Coelho (PSDB-RJ) e o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza são investigados pelo suposto recebimento de recursos para financiamento de campanhas eleitorais com recursos advindos de contratos para a construção do Rodoanel, em São Paulo”.

“Por maioria, a Segunda Turma decidiu ainda reconhecer a extinção da punibilidade de Serra e Coelho em relação aos fatos supostamente ocorridos antes de agosto de 2010”, indicava o STF no documento entregue aos juízes em Bellinzona. Os suíços, porém, rejeitaram o argumento dos advogados. De acordo com o Tribunal europeu, o acordo entre Brasil e Suíça “não prevê a prescrição como uma base para impedir uma cooperação”. “Por essa razão, a queixa poderia ser rejeitada sem nova avaliação”, apontou.

Além disso, os juízes indicaram que, assim que receberam tal argumento, pediram uma explicação urgente por parte das autoridades brasileiras e a resposta apontou que a limitação ocorria pelo fato de Serra ter mais de 70 anos. “Mas nada é dito sobre o restante da investigação”, alertam os juizes suíços, que deixaram claro a potencial importância dos documentos para desvendar eventuais crimes cometidos por outros suspeitos. De acordo com eles, os brasileiros não indicaram que querem abandonar o caso.

Em nota, o PSDB afirmou que desconhece quaisquer valores originados da Odebrecht e repassados às empresas citadas. “Todos os recursos recebidos pelo PSDB de São Paulo foram oriundos de doações legais, depositados em contas oficiais, e a prestação de contas feita de maneira regular e rigorosa à Justiça Eleitoral.”

O senador José Serra também negou qualquer tipo de irregularidade. “Todas as campanhas de José Serra sempre foram realizadas com rigor técnico para demonstrar aos eleitores as melhores propostas ao Brasil. E as contas, sempre aprovadas pela Justiça Eleitoral, ficaram a cargo do partido”, afirmou, também por meio de nota. O advogado Eduardo Carnelós, defensor do empresário José Amaro Pinto Ramos, não retornou o contato feito pela reportagem e os demais citados não foram encontrados.

Depósitos
Ao tentar derrubar o envio de dados, os advogados da offshore indicaram que existem “sérias inconsistências” na cronologia dos fatos. “Os pagamentos feitos entre junho de 2006 e outubro de 2007 não poderiam constituir vantagens indevidas resultantes de crime de corrupção”, alegaram. “Os ex-diretores da Odebrecht confirmaram a existência de pedidos de pagamentos por políticos em relação ao financiamento das campanhas eleitorais de 2009 e 2010, pedidos atendidos entre 2008 e 2010. Portanto, depois de 2006 e 2007”, insistem.

“Na ausência de uma relação entre a oferta ou promessa de vantagens e o serviço, é impossível considerar os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, sob a lei suíça”, alegaram. Uma vez mais, os juízes derrubaram o argumento, indicando que “não se pode esperar” que o país que pede a cooperação tenha uma solicitação isenta de falhas. Para o tribunal suíço, a cooperação serve “justamente para esclarecer pontos obscuros relacionados a casos no exterior”. Na avaliação da corte, o Brasil não precisa “provar” a ofensa. Mas dar as bases suficientes das circunstâncias das suspeitas.

De acordo com o tribunal, as suspeitas vem da análise de computadores e servidores que continham “emails, tabelas, justificação de pagamentos” e outros dados mantidos pela Odebrecht para subornar políticos. Teria sido, segundo a decisão dos juízes, a análise desse material que levou os investigadores a concluir que houve um pagamento total de R$ 10,8 milhões da construtora em 2006, 2007 e 2009 para contas que beneficiariam o candidato do PSDB.

Apenas em uma das contas, a empresa Circle recebeu 11 depósitos, em 2006, totalizando R$ 2,1 milhões. Cada parcela variava de R$ 145 mil a R$ 245 mil e todas foram realizadas entre junho e dezembro daquele ano. A mesma offshore ainda recebeu em 2007 mais R$ 2,4 milhões. Os pagamentos ocorreram em 12 parcelas, cada uma no valor de R$ 200 mil. Uma segunda empresa ainda recebeu, entre 2006 e 2009, outros R$ 6,2 milhões. O dinheiro seria para apoiar “campanhas eleitorais”, incluindo presidenciais.

Os juízes ainda defenderam a troca de informações com o Brasil. “É precisamente para melhor entender a relação entre a Odebrecht e membros do PSDB que os investigadores brasileiros precisam da documentação do banco sob litígio”, defendeu o tribunal. Segundo a corte, o pedido de cooperação “satisfaz todas as exigências formais” e o recurso, portanto, “precisa ser rejeitado”.

“A utilidade potencial da documentação bancária é obvia, independente se o status de limitação foi imposto (no Brasil), já que as investigações tentar reconstruir todas as ofensas supostamente cometidas por outras pessoas, assim como pelos implicados”, completou.

por Jamil Chade
Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Justiça decreta prisão de João de Deus após denúncias de abusos sexuais em Abadiânia


A Justiça de Goiás determinou, nesta sexta-feira (14), a prisão preventiva de João de Deus, suspeito de praticar abusos sexuais durante tratamentos espirituais, em Abadiânia, cidade goiana do Entorno do Distrito Federal. A informação foi confirmada à TV Anhanguera pelo secretário de Segurança Pública de Goiás, Irapuan Costa Júnior.

Um dos advogados que compõem a defesa de João de Deus, Thales Jayme disse que foi informado sobre o mandado de prisão, mas não tinha recebido o documento até as 12h30. Ele declarou também que não conseguiu falar com médium nesta manhã.

“Foi dito hoje, por uma fonte fidedigna, que a prisão havia sido decretada, estava de posse do mandado de prisão e com alguns policiais trabalhando, que eu visse a possibilidade de se apresentar, como seria, uma situação menos dolorosa, estou indo a Anápolis para ver se consigo falar com alguém”, disse o advogado, por telefone.

Na quarta-feira, o Ministério Público Estadual de Goiás (MP-GO) protocolou um pedido de prisão na promotoria de Abadiânia. No entanto, não se sabe se este é o pedido que originou a decisão.

Mais de 300 mulheres já procuraram o MP de Goiás para denunciar o médium João de Deus

ÚLTIMA VISITA À CASA
Na manhã de quarta-feira, João de Deus compareceu à Casa Dom Inácio de Loyola, onde realiza os trabalhos espirituais, pela primeira vez desde que as denúncias vieram à tona. Durante os poucos minutos que ficou no local, ele disse que era inocente e que confiava na Justiça de Deus e dos homens.

“Meus queridos irmãos e minhas queridas irmãs, agradeço a Deus por estar aqui. Ainda sou irmão de Deus, mas quero cumprir a lei brasileira porque estou na mão da lei brasileira. João de Deus ainda está vivo. A paz de Deus esteja convosco”, diz João de Deus.

A assessora de imprensa do religioso, Edna Gomes, afirmou, após as declarações, que o médium era inocente, mas que as denúncias eram graves e deveriam ser apuradas.

DENÚNCIAS
O jornal “O Globo”, a TV Globo e o G1 têm publicado nos últimos dias relatos de dezenas de mulheres que se sentiram abusadas sexualmente pelo médium. Não se trata de questionar os métodos de cura de João de Deus ou a fé de milhares de pessoas que o procuram.

O MP-GO e Polícia Civil investigam, de forma independente, a suspeita de crimes sexuais desde segunda-feira (10), depois que o programa Conversa com Bial divulgou o relato de 10 mulheres que disseram ter sido abusadas sexualmente pelo médium.

A polícia informou que, até quinta-feira (14), recebeu 14 denúncias formais contra João de Deus, sendo que 13 mulheres já foram ouvidas.Já o MP-GO contabiliza o contato de mais de 300 pessoas.

Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

Esta inteligência artificial aprendeu sozinha, em questão de horas, a jogar xadrez, Go e shogi em um nível sobre-humano


Um novo programa de inteligência artificial do Google DeepMind, chamado AlphaZero, aprendeu a jogar três jogos de tabuleiro em questão de horas: xadrez, Go e shogi (essencialmente, xadrez japonês).
AlphaZero foi baseado em um programa anterior projetado para jogar apenas o jogo de tabuleiro chinês Go, AlphaGo.

Segundo o Google, a inteligência artificial (IA) mais recente atinge um nível de “desempenho sobre-humano”, dominando os jogos muito mais rápido que nós conseguiríamos.

Vantagens
O programa foi desenvolvido pela equipe de cientistas e engenheiros da computação do Google liderada por David Silver.

O que torna o AlphaZero tão impressionante é que ele não é específico; é flexível e pode aprender dentro de certos parâmetros. Sua programação inteligente aumenta sua jogabilidade, uma habilidade que tem sido reverenciada como um padrão de ouro na pesquisa de inteligência artificial.

Isso porque jogos interativos e estruturados são simplificações de cenários do mundo real: decisões difíceis devem ser tomadas; vitórias e derrotas aumentam as apostas; e previsão, pensamento crítico e estratégia são fundamentais.

Silver e sua equipe estão esperançosos de que algum dia verão um sistema similar aplicado ao desenvolvimento de medicamentos ou à ciência dos materiais.

Inovação
Codificar jogabilidade é complicado. Inteligências artificiais anteriores, incluindo os primeiros protótipos do original AlphaGo, são geralmente bombeadas de códigos e dados para imitar a experiência tipicamente ganha através de anos de jogabilidade natural humana.

O AlphaZero é diferente. Os pesquisadores deram ao programa apenas uma informação: as regras de um jogo em questão. Então, o sistema aprendeu sozinho os truques do próprio jogo.
Essa estratégia, chamada de aprendizado de reforço por autojogo, é exatamente o que parece: o AlphaZero joga exaustivamente contra si mesmo, aprimorando suas habilidades por tentativa e erro iteração após a iteração.
Como resultado, pode bater os melhores IAs do negócio não somente no Go, mas no xadrez e no shogi também.

O processo de aprendizado é impressionantemente eficiente, exigindo apenas duas, quatro ou 30 horas de autojogo para superar programas especificamente adaptados para dominar shogi, xadrez e Go, respectivamente.

AlphaZero também conseguiu derrotar o Stockfish (uma IA mestre de xadrez) e o Elmo (IA especialista em shogi), apesar de avaliar menos possíveis próximos movimentos durante o jogo. Mas como os algoritmos em questão são inerentemente diferentes e podem consumir quantidades diferentes de energia, é difícil comparar diretamente o AlphaZero com outros programas mais antigos.


Energia

Embora o Google não tenha divulgado tudo sobre o consumo de energia do programa, está claro que o AlphaZero precisa de uma quantidade considerável de munição computacional.

Seu regime de treino intensivo usou 5.000 unidades de processamento de aprendizado de máquina proprietárias do Google, ou TPUs, que, segundo algumas estimativas, consomem cerca de 200 watts por chip.

Em outras palavras, o AlphaZero requer muito mais energia do que um cérebro humano, que gira em torno de 20 watts.

Esse consumo absoluto de energia deve ser levado em consideração. O AlphaZero é poderoso, mas pode ser energeticamente muito caro. Seu benefício é que muito elástico – é admirável que o AlphaZero tenha usado a mesma arquitetura em três jogos diferentes.

IA x humanos
Mesmo que a expertise em jogos de tabuleiro requeira acuidade mental, muitos especialistas acreditam que é cedo para dizer que o AlphaZero seja “sobre-humano”.

Por exemplo, se surpreendido com um novo conjunto de regras no meio do jogo, o AlphaZero pode ficar desconcertado. O cérebro humano real, por outro lado, pode armazenar mais do que três jogos de tabuleiro em seu repertório.

Além disso, a IA não é capaz de aprender absolutamente tudo sozinha: os programadores ainda precisam alimentá-la com as regras do jogo. Tais regras poderiam constituir uma muleta significativa. O mundo está cheio de tarefas que não têm regras; será que o AlphaZero as desempenharia de forma tão inteligente?

Cientistas como Bin Yu, da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA), acreditam que o futuro não será de dominação robótica, e sim uma espécie de integração entre humanos e máquinas, em co-evolução. As máquinas certamente continuarão a se destacar em certas tarefas, mas a colaboração e a supervisão humanas podem ser sempre necessárias para compensar o que não pode ser automatizado.

Um artigo sobre a pesquisa foi publicado na revista científica Science. [SmithsonianMag]

Por Natasha Romanzoti
Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

Escândalo em Goiás: Mulheres dizem que funcionários sabiam de abusos de João de Deus


Mulheres ouvidas pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) afirmaram que alguns funcionários do médium João de Deus eram coniventes com os abusos sexuais cometidos durantes as sessões espirituais em Abadiânia, Goiás.

Segundo a promotora Valéria Scarance, as vítimas apontaram quatro funcionários, cujos nomes se repetem nos depoimentos. O fato será apurado pelo MP de Goiás, que é responsável pelas investigações do caso.

O grupo de apoio criado pela promotoria em São Paulo para colher depoimentos já registrou formalmente 60 casos. Segundo Scarance, 18 mulheres já foram ouvidas até esta quinta-feira (13) e outras 18 já estão marcadas para a semana que vem. Os trabalhos devem continuar em janeiro, na volta do recesso judicial.

O número de vítimas ainda pode aumentar, já que foi aberto um canal de denúncia por e-mail (somosmuitas@mpsp.mp.br). O MP-SP também recebeu o relato de um grupo que reúne mais de 200 mulheres que teriam sofrido abuso, mas nem todas quiseram se identificar ou formalizar a queixa.

De acordo com o MP-GO, mais de 300 mulheres já denunciaram formalmente o médium ao órgão. Ele nega os crimes.

PEDIDO DE PRISÃO
Nesta quarta-feira (12), o MP-GO pediu a prisão preventiva de João de Deus. O pedido deve ser analisado pelo juiz Fernando Chacha, que é responsável pela comarca de Abadiânia.

A defesa do médium protocolou, na quinta-feira, no Fórum de Alexânia, um pedido para o que João de Deus continue os atendimentos na Casa Dom Inácio de Loyola, mesmo que, para isso, seja filmado ou tenha a presença de policiais. O objetivo é que os trabalhos na casa não sejam prejudicados e para que não haja a suspeita sobre continuidade de crimes.

“Muitas pessoas são beneficiadas com o tratamento e vão em busca do João de Deus. Então, para que ele possa continuar os atendimentos sem causar um embaraço à Justiça, parecer uma afronta, pedimos para que, se o juiz julgar necessário, coloque câmeras no local e até policiais para ver que o trabalho é feito com lisura”, disse o advogado Alberto Toron.

O defensor explicou ainda que já havia feito outro pedido à Justiça, para que possa marcar uma data para que o médium seja ouvido. Toron relatou que ainda não teve acesso ao teor dos depoimentos das vítimas e nem ao pedido de prisão.

“Ele tem 76 anos e uma larga folha de serviços prestados. Os depoimentos têm que ser apurados com rigor. É necessário ter cuidado para que João de Deus não seja submetido a um linchamento público antecipado”, completou.

fonte
Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Vinícius Jr. tinha pré-acordo para jogar no Barcelona, e Real Madrid pagou quase R$ 70 milhões a mais para empresários e família; diz rádio

© EFE Vinicius Jr., na partida do Real Madrid contra o Melilla pela Copa do Rei

Vinícius Jr. finalmente fez sua estreia como titular do time principal do Real Madrid e, enquanto o interino Santiago Solari for o treinador do clube, o brasileiro deve ganhar mais espaço.

Mas a história do ex-jogador do Flamengo na Espanha poderia ser bem diferente.

De acordo com o jornalista Josep María Minguella, que participou do programa El Partidazo na rádio COPE, o Real não pagou apenas os 45 milhões de euros (R$ 190 mi na cotação atual) de sua multa rescisória.

Minguella diz que o clube pagou mais 16 milhões de euros (R$ 68 mi) para intermediários e família - 8 mi de euros para cada parte. Mas, antes de assinar com o Real, o empresário de Vinícius havia fechado um pré-acordo com o Barcelona através do agente brasileiro André Cury - chamado de "assessor do Barça na América do Sul" pelo jornal AS.

Tudo isso teria acontecido logo após o atacante se destacar no Sul-Americano sub-17, no Chile.

Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

Bolsonaro diz que Moro terá total liberdade e poderá escolher o chefe da PF

Fábio Motta/Estadão Conteúdo
"Ele vai indicar todos que vão compôr o primeiro escalão do Ministério", disse

O presidente eleito Jair Bolsonaro fez um breve pronunciamento à imprensa nesta quinta-feira (1) em sua casa para comentar a recente nomeação do juiz Sergio Moro para o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ele contou mais alguns detalhes do “superministério” e garantiu que o magistrado terá total liberdade em suas atividades, “sempre estando ao lado da Constituição e das leis”.

“Vamos dar liberdade para ele. Ele vai indicar todos que vão compôr o primeiro escalão do Ministério. Entre eles o chefe da Polícia Federal. Porque a PF votaria para dentro do Ministério, já que deixaria de existir o ‘Ministério da Segurança’ (…). Será um ‘superministério’. Parte do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) também vai para dentro do Ministério para que ele tenha em tempo real todas as informações para combater mais que a corrupção, o crime organizado que tem levado o terror ao Brasil”, disse.

O anúncio foi feito pelo próprio presidente eleito durante a manhã através do Twitter. “O juiz federal Sérgio Moro aceitou nosso convite para o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Sua agenda anti-corrupção, anti-crime organizado, bem como respeito à Constituição e às leis será o nosso norte”, escreveu em seu perfil.

Em nota oficial, Moro também reforçou que a agenda anticorrupção foi essencial para que ele trocasse de função. Ele reforçou que que teve de aceitar, uma vez que foi apresentada “a perspectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado, com respeito à Constituição, à lei e aos direitos.”

*Informações do repórter José Maria Trindade
Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

Cientistas confirmam que o centro da Terra é sólido


Um novo estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Nacional da Austrália confirma que o centro da terra é sólido. Isso pode nos ajudar a entender como a Terra foi formada.

No trabalho, eles encontraram uma forma de detectar as ondas sísmicas do tipo S, no centro do planeta. Este tipo de onda consegue viajar através de materiais sólidos, como o modelo abaixo mostra:



“Descobrimos que o núcleo da Terra realmente é sólido, mas também descobrimos que é mais macio do que pensava-se anteriormente”, explicou o autor principal do trabalho, Hrvoje Tkalčić. “O núcleo interno compartilha algumas propriedades com ouro e platina, e é como uma cápsula do tempo. Se compreendermos o núcleo, entendemos como o planeta foi formado e como ele evolui”.


Santo Graal da sismologia


As ondas-S são tão pequenas que não podem ser observadas diretamente. Esta dificuldade é tão grande que ela tem sido chamada de “Santo Graal” da sismologia global desde 1930, quando cientistas previram pela primeira vez que o núcleo interno seria sólido.

Então estes pesquisadores tiveram que desenvolver uma solução criativa, e usaram o método de correlação do campo de onda para analisar as similaridades entre os sinais de dois receptores depois de grandes terremotos. Uma técnica parecida tem sido usada pela mesma equipe para medir a profundidade da camada de gelo da antártica.

“Estamos descartando as primeiras três horas do sismograma e estamos olhando para o período entre a terceira e a décima hora depois que grandes terremotos acontecem. Queremos nos livrar dos sinais grandes”, diz ele.

“Usando uma rede de estações, pegamos cada par de receptores e cada grande terremoto e medimos a similaridade entre os sismogramas. Isso se chama correlação cruzada, ou a medida de similaridade. A partir dessas similaridades, construímos um correlograma global, um tipo de impressão digital da Terra”.

Próximos passos
Os resultados deste estudo podem ser usados para demonstrar a existência das ondas-S e inferir a velocidade delas no núcleo interno.

“Por exemplo, nós ainda não sabemos a temperatura exata do núcleo interno, qual é a idade do núcleo, ou quão rápido ele se solidifica, mas com esses avanços na sismologia global, estamos chegando lá lentamente”, explica o pesquisador.

O núcleo interno atua diretamente no campo geomagnético da Terra, e sem ele não haveria vida na superfície do planeta.

O trabalho foi publicado na revista Science. [Phys.org, Science Alert]

fonte
por Juliana Blume
Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

Defesa de Lula pede absolvição alegando conflito de interesse de Moro

© Reprodução Segundo a defesa, o MPF jamais conseguiu provar que o Instituto Lula, que não se confunde com o ex-presidente, solicitou ou recebeu o imóvel

A defesa do ex-presidente Lula entrou nesta quarta-feira (31) com um pedido de absolvição ou anulação do processo em que ele é acusado de receber um terreno da Odebrecht como pagamento de propina.

A alegação dos advogados é que o juiz Sérgio Moro não tem competência para julgar a ação e que o Ministério Público o escolheu com a “nítida posição pré-estabelecida para a condenação do Defendente como meio de lawfare”, alega a defesa.

Segundo os advogados, Moro teria interesses pessoais na condenação de Lula e, por isso, o seu julgamento é imparcial.

“Prática de atos por este Juízo, antes e após o oferecimento da denúncia, que indicam a impossibilidade de o Defendente obter julgamento justo, imparcial e independente; participação atual do magistrado em processo de formação do governo do Presidente eleito a partir de sufrágio que impediu a participação do Defendente — até então líder nas pesquisas de opinião — a partir de atos concatenados praticados ou com origem em ações praticadas pelo mesmo juiz”, informa o texto.

Moro, aceitou o convite do presidente eleito, Jair Bolsonaro, para comandar o superministério da Justiça. Em nota, o juiz disse que perspectiva de implementar uma forte agenda anticorrupcao e anticrime organizado, com respeito a Constituição, a lei e aos direitos, o levaram a tomar esta decisão. “Na pratica, significa consolidar os avanços contra o crime e a corrupção dos últimos anos e afastar riscos de retrocessos por um bem maior. A Operação Lava Jato seguira em Curitiba com os valorosos juízes locais”.

Provas inexistentes
A defesa alega, ainda, que a condenação se deu baseada em um “fiapo de prova”, de que o ex- presidente teria sido beneficiado por imóveis adquiridos com recursos provenientes de oito contratos firmados pela Petrobras.

Além disso, os advogados afirmam que Moro não levou em conta depoimentos que evidenciavam que as propinas na estatal aconteciam antes da eleição de Lula.

Cita trechos do depoimento de Pedro Baruso, ex-gerente de serviços da Petrobras, em que expõe o esquema de corrupção na empresa.

“O MPF jamais conseguiu superar a prova inequívoca, irrefutável e incontestável de que o Instituto Lula — que não se confunde com a pessoa do ex-presidente Lula, — jamais solicitou ou recebeu o imóvel… no imóvel funciona uma concessionária de automóveis que comprou o espaço gerando lucro para o grupo Odebrecht.”

por Ana Paula Machado
Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

Em ministério, astronauta vai comandar 63 universidades federais

© Divulgação Marcos Pontes, primeiro astronauta brasileira a ir para o espaço

Anunciado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro como ministro da Ciência e Tecnologia em seu governo, o astronauta Marcos Pontes vai ter sob seu comando as 63 universidades federais que hoje estão vinculadas ao Ministério da Educação. A transferência da responsabilidade pelas instituições de ensino superior para a pasta foi confirmada pelo vice de Bolsonaro, general Hamilton Mourão.

“Nós estamos muito fracos dentro das nossas universidades em pesquisa e desenvolvimento. Não há um compasso entre o que a universidade muitas vezes faz e as necessidades em pesquisa. É preciso casar com o sistema de pesquisa e tecnologia. Então, a partir daí, você teria uma orientação comum do que a gente realmente necessita. Estamos totalmente defasados e a era do conhecimento necessita de desenvolvimento mais do que nunca”, disse Mourão a VEJA.

Primeiro brasileiro a viajar para o espaço em 2006, Pontes é tenente-coronel da Força Aérea Brasileira (FAB). Segundo o currículo divulgado em seu site oficial, o militar é engenheiro aeronáutico formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), com mestrado em engenharia de sistemas pela universidade americana Naval Postgraduate School.

Sua primeira experiência na política foi em 2014, quando concorreu a deputado federal em São Paulo pelo PSB, mas não foi eleito. Filiado ao PSL de Bolsonaro desde o início do ano, Marcos Pontes chegou a ser cogitado para compor a chapa como candidato a vice-presidente, mas acabou não sendo escolhido para a vaga. No último dia 7, foi eleito segundo suplente do senador eleito Major Olímpio (PSL-SP).

O anúncio do astronauta para comandar a pasta de Ciência e Tecnologia já era dado como esperado havia alguns dias. Na segunda-feira, Marcos Pontes afirmou em uma rede social que “só faltava o anúncio oficial” para que pudesse ser confirmado para o cargo. No mesmo dia, Bolsonaro afirmou, em entrevistas a emissoras de televisão, que ele estava “quase” certo para a posição.

“Muitas coisas para fazer. Como eu sempre digo: educação para formar cidadãos qualificados, ciência para desenvolver ideias e soluções específicas para o Brasil, tecnologia para transformar essas ideias em inovações que vão se transformar em novos produtos que vão se transformar em novas empresas e gerar novos empregos. E esse ciclo virtuoso é o que nós queremos criar no Brasil”, afirmou, na gravação.

Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

Moro aceita convite de Bolsonaro para Ministério da Justiça

© Reuters/Rodolfo Buhrer Juiz federal Sérgio Moro vota em Curitiba

O juiz federal Sérgio Moro anunciou nesta quinta-feira que aceitou convite do presidente eleito Jair Bolsonaro para assumir o Ministério da Justiça no novo governo e disse que pretende implementar uma “forte agenda anticorrupção”.

“Após reunião pessoal na qual foram discutidas políticas para a pasta, aceitei o honrado convite”, disse Moro em nota pouco depois de se reunir com o presidente eleito para discutir a oferta feita pelo futuro chefe do Executivo.

“Fiz com certo pesar pois terei que abandonar 22 anos de magistratura. No entanto, a perspectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado, com respeito à Constituição, à lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisão”, acrescentou o juiz, que esteve com Bolsonaro nesta manhã na casa dele, no Rio de Janeiro.

Principal responsável pela operação Lava Jato, Moro disse que vai se afastar de novas audiências no âmbito da operação “para evitar controvérsias desnecessárias”, mas declarou que a Lava Jato seguirá em Curitiba sob comando de outros juízes.

O magistrado viajou de Curitiba para o Rio nesta manhã para se reunir com Bolsonaro. Em breve entrevista durante o voo, Moro disse que entender que o país “precisa de uma agenda anticorrupção e uma agenda anticrime organizado”, e que aceitaria o cargo se ficasse clara a possibilidade de implementação dessa agenda e convergência de ideias com Bolsonaro.

De acordo com uma fonte com conhecimento do assunto, Moro já estava decidido a aceitar e só esperava a garantia formal do próprio presidente eleito com as condições pedidas por ele para assumir o cargo: o comprometimento do governo com a aprovação das 10 medidas contra a corrupção preparadas pelo Ministério Público e a ampliação dos poderes do Ministério da Justiça.

Moro quer que o ministério volte a ser integrado com a segurança pública e passe a abarcar também o Ministério da Transparência, que inclui a Corregedoria-Geral da União. As condições já teriam sido conversadas com a equipe de Bolsonaro antes do encontro entre os dois.

Na Justiça Federal em Curitiba será aberto um processo interno para substituir Moro entre os juízes federais que se candidatarem à vaga, com prioridade para o juiz mais antigo. A informação é que os investigações e processos da Lava Jato não seriam redistribuídos, mas permaneceriam na mesma vara, só que com um novo responsável.

Moro se tornou um símbolo mundial no combate à corrupção em razão da Lava Jato, e foi quem condenou e decretou a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

(Edição de Pedro Fonseca e Maria Pia Palermo)
por Rodrigo Viga Gaier
Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.