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terça-feira, 18 de março de 2014

SP tem árvores caídas após temporal com rajada de vento de até 75 km/h

Temporal deixou ruas alagadas e travou funcionamento de trens.
CET registrou a queda de 16 árvores nas ruas da capital paulista.

Árvore caiu sobre três veículos na Rua Rui Barbosa, na Bela Vista (Foto: Nelson Antoine/Fotoarena/Estadão Conteúdo)

São Paulo registrou a queda de 16 árvores desde o início do temporal que atingiu a cidade na tarde desta terça-feira (18), de acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). O temporal também deixou ruas alagadas e afetou o funcionamento de linhas de trem na capital paulista.
Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), a cidade teve rajada de vento de 75 km/hora na região do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul.
De acordo com a CET, foram relatadas quedas de árvores em várias regiões da cidade. Em Perdizes, houve problemas nas ruas Cotoxó e Padre Chico. Na Zona Sul, os relatos foram sobre quedas na Rua Vitorino de Morais e na Avenida Juscelino Kubitscheck, na altura do número 712.
A Avenida Vinte e Três de Maio registrou duas quedas de árvore por volta das 17h, no sentido aeroporto. Próximo ao Viaduto Pedroso, um galho caiu sobre a faixa exclusiva da direita, enquanto que próximo à Rua Maestro Cardim a ocupação ocorreu na faixa da direita. Todos os desvios acontecem através das faixas remanescentes.

Falta de luz no Aeroporto de Congonhas durou dez minutos e não afetou operação (Foto: Eduardo Steiner/VC no G1)

Falta de energia
O temporal provocou quedas no fornecimento de eletricidade em alguns pontos da cidade. Na Barra Funda, a falta de luz interrompeu por duas vezes o julgamento de PMs suspeitos de executar detentos no Carandiru. Também houve relato de falta de luz em bairros da Zona Oeste, como Lapa, Perdizes e Água Branca.
Também faltou luz no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo. De acordo com a Infraero, houve queda de energia entre as 17h e as 17h11. Lojas e o saguão do terminal ficaram às escuras. Ainda de acordo com a Infraero, o problema não afetou os pousos e as decolagens.

Procurada pelo G1, a Eletropaulo informou que não há registro de problemas generalizados em bairros da cidade.

Pontos de alagamento
O temporal causou 12 pontos de alagamento em toda a cidade, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Desse total, oito estavam ativos às 16h30, sendo quatro intransitáveis (na Praça Luiz Carlos Mesquita, perto da Avenida Antártica; na Rua Turiassu, perto da Avenida Sumaré; na Praça Marrey Jr; e na Avenida Francisco Matarazzo, próximo da Avenida Pompeia).
Na Zona Sul, a Rua Professor Doutor José Marques da Cruz, paralela com a Avenida Roque Petroni Júnior, enfrentou novamente problema com alagamentos (veja vídeo acima enviado pelo VC no G1). Segundo a moradora Celeny Gomes, a situação se mantém na região entre os meses de novembro e março e, quando a rua alaga, é praticamente impossível sair de casa. “Nós precisamos esperar, dentro de casa, até que tirem a água. Isso acontece há mais de 30 anos na região.”

Trens afetados
A chuva também afetou a circulação na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e no Metrô. Trens da Linha 8-Diamante da CPTM não trafegaram entre as estações Lapa e Barra Funda por cerca de uma hora. Ônibus da operação Paese foram acionados para levar os passageiros por esse trecho.
Composições da Linha 1-Azul do Metrô seguiram em velocidade reduzida entre as estações Tiradentes e Tucuruvi. Situação semelhante enfrentaram os passageiros da Linha 3-Vermelha, desde a Corinthians-Itaquera até a Palmeiras-Barra Funda. Segundo o Metrô e a CPTM, a situação era normal às 16h40.

Trânsito acima da média
Desde o início do temporal, a cidade teve trânsito acima da média. Às 16h30, a cidade somava 120 km de filas. Somente por volta das 17h, segundo a CET, o índice voltou para a média e registrou 104 km de lentidão. No horário, a Zona Oeste era a mais congestionada, com 29 km.

Carros e comércios ficam danificados na Rua Harmonia, após forte chuva nesta terça-feira (18) (Foto: Taba Benedicto/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Árvore caída em rua de Perdizes (Foto: Leandro Dário/Divulgação)

Árvore caída na Rua Cotoxó (Foto: Leandro Dário/Divulgação)

Chuva provoca alagamento na Avenida Pompeia, no bairro de Perdizes, em São Paulo (SP), na tarde desta terça-feira (18) (Foto: Paulo Preto/Futura Press)

fonte:http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/03/sp-tem-arvores-caidas-apos-temporal-com-rajada-de-vento-de-ate-75-kmh.html
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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Após chuva, carioca ainda enfrenta transtornos na manhã desta sexta

Motoristas encontravam rua alagada em Água Santa, no Subúrbio.
Chuva acumulada na autoestrada Grajaú-Jacarepaguá chegou a 100 mm.

Após a chuva forte que caiu no Rio de Janeiro na noite de quinta-feira (16), alguns pontos da cidade ainda amanheceram alagados nesta sexta-feira (17). Na Rua Clarimundo de Melo, em Água Santa, no Subúrbio da cidade, os motoristas ainda enfrentavam transtornos no trânsito pela manhã, por causa de bolsões d'água. Além disso, havia muito lixo e lama acumulados em diversos pontos da capital.

O Mercadão de Madureira não deve abrir as portas no começo da manhã desta sexta, segundo a administração. O comércio na região só deve voltar a funcionar entre as 9h e 10h, depois que os lojistas conseguirem fazer a limpeza. Normalmente, os estabelecimentos do Mercadão abrem a partir das 7h. Durante a chuva de quinta, a água invadiu o primeiro andar do local e muitos lojistas perderam mercadorias.

De acordo com o Centro de Operações Rio, muitas árvores caíram durante o temporal. Na manhã desta sexta-feira, o trabalho dos agentes da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) era intenso. Na madrugada, cerca de 300 garis trabalharam nas ruas da cidade.

Em três horas, o índice pluviométrico na autoestrada Grajaú-Jacarepaguá chegou a 100 milímetros. "Se distribuir isso pelo Rio, a média da chuva de ontem (quinta) ficou entre 20% e 30% da média histórica para janeiro. Tudo isso, nessas três horas do pico principal da chuva", explicou o chefe executivo do Centro de Operações, Pedro Junqueira. Ele destacou que 26 comunidades tiveram sirenes acionadas – entre elas, a Rocinha e o Vidigal.

Durante o temporal, a Avenida Maracanã, na Zona Norte, ficou novamente embaixo d'água. Em alguns trechos, o rio transbordou. Pouco depois das 19h, a Avenida Radial Oeste chegou a ser interditada por causa do acúmulo de água na pista. Nesta manhã, ainda havia muita lama na região.

Para piorar a vida dos motoristas, na Avenida Brás de Pina, na Penha, um grande buraco causava um extenso congestionamento, que ia até o bairro de Vicente de Carvalho no início da manhã.
Nas proximidades do Viaduto João XXIII, também na Penha, motoristas chegaram a voltar na contramão para evitar o trânsito. Perto do local, são feitas obras da Transcarioca, projeto que pretende cortar bairros importantes do Subúrbio carioca, desde a Barra da Tijuca até o aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), na Ilha do Governador, a tempo dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016.

Na manhã desta sexta (17), lixo estava acumulado na Rua Clarimundo de Melo (Foto: Guilherme Brito / G1)

fonte:http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/01/apos-chuva-carioca-ainda-enfrenta-transtornos-na-manha-desta-sexta.html
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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Moradores de Itaóca relembram dia da enxurrada e contabilizam prejuízos

Itaóca (SP) – Levou menos de 30 minutos, depois que começou a chuva no município do Vale do Ribeira, para que a funcionária pública Salene Martins, 36 anos, tivesse que sair pelos fundos da casa, já com água na cintura. “Foi muito rápido. Ouvi o barulho do rio muito forte, vi que a ponte estava cheia de entulho. Só deu tempo de pular o muro e me alojei com o meu filho em uma firma aqui perto”, relata, ao conferir os estragos que a enxurrada do último domingo (12) deixou na casa dela. Nos arredores, o cenário é o mesmo: paredes caídas, móveis retorcidos, muita lama, além do lamento pelas 12 mortes já confirmadas na tragédia.

A casa de Salene, no centro da cidade, fica a poucos metros da ponte sobre o Rio Palmital, que foi obstruído nesse ponto com entulhos levados pela enxurrada. Segundo avaliação dos governos estadual e municipal, um emaranhado de galhos de árvores que ficou retido na ponte principal do município mudou o curso do rio, provocando a inundação da cidade. De acordo com a Defesa Civil Estadual, a tromba d'água que atingiu o Palmital teve origem nas serras onde estão os afluentes que alimentam o rio. “Foram 200 milímetros em cinco horas”, apontou o coordenador do órgão, coronel Aurélio Alves Pinto.

Também a poucos metros do rio, Rosicléia Monteiro, 28 anos, retorna à casa onde vivia com os pais para tentar encontrar algum mantimento que tenha resistido à chuva. “Não restou nada. Só a carcaça. Vamos ter que começar do zero”, relatou. Por enquanto, a família está abrigada na casa de parentes. Apesar do prejuízo, ela considera que teve sorte. “Só perdemos bens materiais. A última grande enchente aqui foi em 1997. Naquela época, a ponte rodou [foi levada pela enxurrada] e não causou tantos prejuízos”.

A família de Daiane Machado, 27 anos, por outro lado, não teve tempo de se abrigar. A casa, em que a mãe, a irmã, o cunhado e os dois sobrinhos estavam, foi carregada com a força das águas. A jovem veio de Sorocaba para acompanhar as buscas pelos parentes. “Até agora só encontraram minha irmã e minha sobrinha. Nem consegui chegar a tempo, já tinham enterrado”, contou. A família morava em Lajeado, um bairro que fica a cerca de seis quilômetros do centro de Itaóca, mas que foi bastante afetado pela tromba d'água.

As pontes que existiam nessa comunidade foram destruídas e, agora, o deslocamento dos moradores é feito pelo rio, com a água na cintura. É o caso de Aurélio Petris, 40 anos, que não sabe como vai fazer para chegar ao trabalho, pois o deslocamento era feito de carro pela ponte. “Sou operário de uma fábrica de cimento. Não sei como vou me locomover. Dá uns seis quilômetros daqui”, disse. Enquanto aguarda o retorno do trabalho, ele, que perdeu dois parentes na tragédia, ajuda, como voluntário, carregando mantimentos e água para os vizinhos.

De acordo com a prefeito de Itaóca, Rafael Camargo, as pontes serão refeitas, mas não haverá mais pilastras de alvenaria na base delas. “Agora vai ser mudada toda a ideia da estrutura da ponte. Vai ser feita em arco, sem apoio em baixo, para facilitar o fluxo do rio”, prometeu. Ele informou ainda que a ponte do Lajeado já era em forma de arco, mas que a altura dela foi insuficiente para não ser atingida pela água.

O último balanço da Defesa Civil, divulgado às 20h de ontem (14), contabiliza, além das 12 mortes, oito pessoas desaparecidas. Segundo a Defesa Civil, 19 casas foram destruídas totalmente. A maior parte das famílias desabrigadas, um total de 83, foi para a casa de parentes e amigos. Apenas três famílias estão em escolas da prefeitura. Cerca de 80% da cidade já tiveram a energia restabelecida, mas o fornecimento de água ainda está sendo feito, em sua maior parte, por meio de caminhões-pipa.

fonte:http://www.jb.com.br/pais/noticias/2014/01/15/moradores-de-itaoca-relembram-dia-da-enxurrada-e-contabilizam-prejuizos/
imagem:www.circuitomt.com.br
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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Após chuvas, 1ª morte sob suspeita de leptospirose é investigada no ES

De acordo com o governo, morte foi registrada na região da Grande Vitória.
Secretário estadual de Saúde disse que exames começaram neste sábado.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) investiga a primeira morte sob suspeita de leptospirose na Grande Vitória, após as fortes chuvas que atingiram o Espírito Santo. De acordo com o secretário, Tadeu Marino, alguns exames começaram a ser realizados neste sábado (28 ) para confirmar as suspeitas e a causa da morte. O resultado deve sair em até 30 dias.

Tadeu Marino não informou onde a morte foi registrada, disse apenas que ocorreu na região da Grande Vitória. “A secretária de saúde da região me informou sobre o caso, mas o momento é de investigação. Não queremos alarmar a população”, disse Marino.
A leptospirose pode ser transmitida por fezes e urina de rato, principalmente através de arranhões ou feridas no corpo da vítima em contato com água, alimentos ou materiais infectados. De acordo com a Sesa, a maioria dos pacientes apresentam febre alta com calafrios, dor de cabeça e dor muscular, principalmente nos membros inferiores e panturrilha. Outros sintomas são náuseas, vômitos e diarréia.

Chuva alagou ruas da Grande Vitória no domingo (22). (Foto: Reprodução/TV Gazeta)

Neste domingo (29), no quarto dia sem chuvas na maior parte do Espírito Santo, enquanto mais de 1,7 mil pessoas já conseguiram voltar para suas casas, algumas ainda estão sendo retiradas de áreas de risco. O governo vai apresentar o Plano de Reconstrução nesta quinta-feira (2). No estado, 69% das cidades foram afetadas pelas chuvas, mais de 60 mil pessoas estão desabrigadas ou desalojadas e foram registradas 24 mortes.

Grande Vitória
Em Vila Velha, mais de 10 bairros continuavam alagados. Para resolver o problema, a prefeitura abriu as três comportas do Rio Jucu e também montou uma draga neste domingo (29), para desassorear o rio, que vai começar a funcionar nesta segunda-feira (30). O objetivo é dar vazão a água acumulada nas comunidades pelo Canal Guaranhuns.

No bairro Darly Santos, os moradores contaram que não aguentam mais ter que conviver com a água da enchente. Quem deixou as casas, ainda não conseguiu voltar. O militar reformado Carlos Alberto Cabral usa um barco para se locomover pelas ruas. "Ainda tem muita água na casas, a maioria dos meus vizinhos foi embora. É muito ruim viver num lugar assim", disse.

Na Serra, os bairros mais afetados pela chuva foram Central Carapina e José de Anchieta II. Pelo menos duas mil casas ficaram embaixo d'água.

Moradores do bairro Jockey chegam em suas casas só de barco (Foto: Juliana Borges/G1 ES)

Reconstrução
O governador Renato Casagrande informou, neste domingo (29), que a primeira versão do Plano de Reconstrução será apresentada na próxima quinta-feira (2). "Pela nossa organização e gestão, o governo do estado tem condições de ajudar os municípios. A presidente Dilma também falou que ajudaria. Até a quinta teremos uma primeira ideia de quanto será gasto", disse. O Plano de Reconstrução também será apresentado ao governo federal.

Ele afirmou que irá reconstruir o Espírito Santo no ano de 2014. "Pedi minha equipe para fazer um planejamento, para que dentro do ano de 2014 consigamos reconstruir o Espírito Santo e dar apoio às famílias, sempre orientando os capixabas. Temos duas vertentes nessa reconstrução, que é a reconstrução da infraestrutura dos municípios e também a da vida das pessoas que perderam muita coisa. Entraremos com ações que facilitarão a vida dos capixabas", frisou.
A quantia de R$ 150 milhões foi separada para reconstrução de rodovias estaduais, mas o governador informou que esse valor é apenas inicial. "Nessa quantia não estamos incluindo a recuperação de estradas vicinais e nem as obras especiais. Temos que contabilizar ainda as vias municipais e outros pontos", falou.

Santa Leopoldina ficou arrasada depois das chuvas, no Espírito Santo (Foto: Reprodução/TV Gazeta)

Alta dos preços
Os produtores rurais tiveram muitos prejuízos com as chuvas dos último dias. De acordo com a Secretaria de Estado da Agricultura, lavouras e pastagens foram destruídas no interior do Espírito Santo. Muitos dos produtos que conseguiram ser levados para a Central de Abastecimento do Estado (Ceasa), em Cariacica, local de distribuição para os pontos comerciais, também não estão com a melhor qualidade, segundo os produtores. A Secretaria informou que a consequência é a alta dos preços, como o do tomate, que uma semana antes da chuva, a caixa custava entre R$ 20 e R$ 25, e nesta foi vendida a R$ 60. Uma alta de 200%, segundo a Ceasa.

O gerente de mercado da Ceasa, Marcos Magnago, contou que em uma semana as folhas subiram 64% e as hortaliças 88%. A caixa de alface que saía a R$ 15, agora não custa menos de R$ 25. "O impacto das chuvas no setor hortifrutigranjeiro foi muito grande. Isso vai implicar não só nos preços como na qualidade dos produtos. Há muito anos eu não via uma situação como essa", disse.


Rodovias e estradas
O km 79 da BR-259, em Colatina, deve ser liberado nesta terça-feira (31), segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Na última sexta-feira (27), foi retirada a barreira de terra que impedia o trânsito nos quilômetros 33 e 44 da BR-262, em Domingos Martins, região Serrana do Espírito Santo. O local foi fortemente atingido pelas chuvas que castigaram o estado. Por cinco dias, o trânsito seguiu lento e em meia pista. Confira a situação de todas as rodovias estaduais.

Quanto às estradas de terra rurais, o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, explicou que o Espírito Santo tem 50 mil quilômetros desse tipo de via e que cerca de 20 mil quilômetros foram prejudicados. Na próxima quinta-feira (2), o governo do estado vai finalizar a contratação de serviços hora/máquina para os 50 municípios que estão com problemas em suas estradas.

"Essas máquinas, junto com outras que já havíamos cedido para os municípios, darão conta do serviço. Nós estamos em uma época de chuvas até março, então a recuperação vai ser lenta. Acredito que conseguiremos recuperar as estradas de terra até o final do período seco", falou o secretário.

Estrada interditada por alagemento no interior do Espírito Santo (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)

Cartão Desastre
Os quarenta e cinco municípios que decretaram situação de emergência no Espírito Santo, atingidos pelas fortes chuvas dos últimos dias já podem receber o cartão eletrônico da Defesa Civil, também chamado de Cartão Desastre. Isso também vale para as cidades na mesma situação em Minas Gerais. O cartão é cedido pelo governo federal e, conforme explicou a presidente Dilma Rousseff, nesta sexta-feira (27), pode ser usado para pequenos gastos na assistência de vítimas. A presidente não informou quanto pode ser gasto por cada município.

Doações
Mesmo com a diminuição das chuvas em todo o estado, as doações de donativos às vítimas das chuvas continuam sendo importantes. Muitas pessoas perderam o que tinham em casa e também dependem de cestas básicas e água potável. São mais de 70 pontos de doação estão espalhados pelo Espírito Santo. As doações seguem suspensas na Praça do Papa, em Vitória.

Governo federal
O governo federal enviou ao Espírito Santo quatro toneladas de medicamentos e insumos farmacêuticos.
Além dos medicamentos, o governo autorizou o repasse de recursos no valor de R$ 6.648.042 ao estado, para execução de ações de Socorro, Assistência às Vítimas e Restabelecimento de Serviços Essenciais.
A medida foi tomada por causa da quantidade de estragos em vários municípios, devido às chuvas dos últimos dias. A decisão foi divulgada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (26).

fonte:http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2013/12/apos-chuvas-1-morte-sob-suspeita-de-leptospirose-e-investigada-no-es.html
Juirana Nobres - Do G1 ES
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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Defesa Civil contabiliza 23 mortes em decorrência da chuva no ES

Mais de 61 mil pessoas ficaram desabrigadas ou desalojadas.
Subiu para 52 o número de municípios mais afetados.

A Defesa Civil contabilizou 23 mortes em decorrência da chuva que ocorre em praticamente todo o Espírito Santo. Segundo o comando do órgão, até as 23h30 desta quirta-feira (26), foram confirmadas três mortes em Baixo Guandu, quatro em Barra de São Francisco, oito em Colatina, uma em Domingos Martins, seis em Itaguaçu e uma em Nova Venécia. O órgão havia informado 27 mortes, mas, nesta noite, corrigiu o número e alegou que duas pessoas dadas como mortas haviam sido regatadas com vida e outras duas seguem desaparecidas.
Até o início da tarde desta quinta-feira, mais de 61 mil estavam fora de suas casas. A Defesa Civil informou que o levantamento do número de pessoas afetadas continua prejudicado pela dificuldade de acesso a muitas localidades, algumas totalmente isoladas pela intensa inundação, sem comunicação, água potável e energia elétrica.

Em Colatina, nesta quinta-feira, foram retirados dos escombros os corpos de duas crianças que morreram soterradas depois que um barranco despencou na terça-feira. No município de Baixo Guandu, também, no Norte do estado, o Centro da cidade ficou isolado desde a tarde desta quarta-feira (25) e continuava, nesta quinta. Nesta tarde parou de chover no Norte do Espírito Santo. As águas do Rio Doce começam a baixar, mas ainda estão muito acima do nível normal. Em alguns pontos, o rio chegou perto dos telhados das casas perto do município de Linhares.

Subiu para 52 o número de municípios mais afetados e são eles: Afonso Claudio, Agua Doce do Norte, Águia Branca, Alto Rio Novo, Aracruz, Baixo Guandu, Barra de São Francisco, Bom Jesus do Norte, Brejetuba, Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Castelo, Colatina, Conceição da Barra, Conceição do Castelo, Domingos Martins, Ecoporanga, Fundão, Governador Lindemberg, Guarapari, Ibatiba, Ibiraçu, Itaguaçu, Itarana, Jeronimo Monteiro, João Neiva, Laranja da Terra, Linhares, Mantenópolis, Marataízes, Marechal Floriano, Muniz Freire, Nova Venécia, Pancas, Presidente Kennedy, Rio Bananal, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa, São Domingos do Norte, São Gabriel da Palha, São Mateus, São Roque do Canaã, Serra, Vargem Alta, Venda Nova do Imigrante, Viana, Vila Pavão, Vila Valério, Vila Velha e Vitória.
A Secretaria Nacional de Defesa Civil continua enviando alertas de risco de inundação e deslizamento de terra nas regiões com mais chuvas. O governo decretou Situação de Emergência em todas as áreas afetadas por desastres decorrentes das últimas chuvas.

Força Aérea Brasileira
Em quase uma semana de atuação, a Força Aérea Brasileira (FAB) já resgatou 162 pessoas, vítimas das enchentes provocadas pelas chuvas no estado do Espírito Santo. Além disso, transportou cerca de oito toneladas de suprimentos, entre medicamentos, alimentos e água potável. A FAB atua com dois helicópteros Black Hawk, um Super Puma e mais três aviões, em duas frentes: uma a partir da cidade de Linhares e outra em Vitória, onde foi criado um centro de coordenação conjunto com o Corpo de Bombeiros.
Medicamentos
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou que o governo federal enviará na noite desta quinta-feira (26) ao Espírito Santo mais duas toneladas de medicamentos e insumos farmacêuticos - na última segunda-feira (23), o Ministério da Saúde já havia enviado duas toneladas de remédios. O anúncio foi feito após Padilha participar de videoconferência com autoridades do estado, da Defesa Civil e da Coordenação de Urgência e Emergência do Espírito Santo, para tratar de medidas emergenciais de auxílio aos desabrigados e desalojados.

BR-259, em Colatina, na manhã desta quinta-feira (26). (Foto: Reprodução/TV Gazeta)

Estradas
As rodovias estaduais seguem com vários pontos de interdição. Na região Serrana, 11 rodovias permanecem interditadas pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER-ES). De acordo com o órgão, equipes realizaram trabalhos para minimizar os danos, mas a orientação é que os motoristas evitem viagens desnecessárias.
Nas federais, após mais de 30 horas de interdição total, o km 155 da BR-101, na localidade de Linhares, região Norte do Espírito Santo, foi liberado, nesta quinta-feira (26). A rodovia foi interditada por conta das fortes chuvas que atingem o estado, mas apesar dos buracos, segue fluindo com o sistema pare e siga, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal do Espírito Santo (PRF).

Militares do Exército do Rio de Janeiro preparam equipamento para ação no Espírito Santo (Foto: Reprodução/TV Gazeta)

Força militar
Cento e setenta homens do Exército do Rio de Janeiro chegaram ao Espírito Santo nesta quarta-feira (26) para dar apoio às equipes que atuam no estado devido às chuvas. Segundo o major Trisi, 40 homens permanecerão na Grande Vitória e 130 irão para Colatina, na região Noroeste, um dos municípios mais afetados.
Além desses militares, setenta e dois homens da Força Nacional chegaram no domingo (22) de vários estados do país. Desses, 50 foram encaminhados para Linhares, Nova Venécia e Santa Leopoldina, e os demais permaneceram na Grande Vitória. Vinte bombeiros do Rio embarcaram na manhã desta quarta-feira (25) em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), na Base Aérea do Galeão. Eles fazem parte do Grupamento de Busca e Salvamento (GBS) e são especialistas em salvamento em desastres.

Vila Velha
Por determinação da prefeitura de Vila Velha, uma passagem vai ser aberta pela Rodovia do Sol para dar vazão às águas que estão inundando diversos bairros do município, na região do Guaranhuns. O local da abertura da pista vai ficar entre o viaduto e a ponte sobre o Rio Jucu. O prefeito Rodney Miranda se reuniu com representantes de diversas comunidades atingidas pelas fortes chuvas, no final da manhã desta quinta, e anunciou ações emergenciais.

Suspensão nas doações
O governo do Espírito Santo suspendeu temporariamente as doações feitas na Praça do Papa, em Vitória, para as vítimas das chuvas que atingem o estado há 11 dias. A partir desta quinta-feira (26), equipes irão organizar o que já foi doado no local para que nada seja desperdiçado.
A decisão foi tomada na terça (25) pelo governador Renato Casagrande junto com o coordenador da Defesa Civil Estadual e do comandante do Corpo de Bombeiros, por causa do grande número de donativos. “O ponto de doação da Praça do Papa precisou ser parado por um tempo devido a super lotação de alimentos. Mas os outros pontos de recolhimento continuam. As doações mais importantes no momento são cestas básicas e kit dormitório”, disse o governador.

FGTS
Os moradores de municípios atingidos pelas chuvas e que decretarem estado de calamidade ou situação de emergência podem sacar o dinheiro do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) na Caixa Econômica Federal. Os saques são para os cidadãos que tiverem conta e saldo no fundo e que não realizaram o saque do valor pelo mesmo motivo nos últimos 12 meses.

Voluntários na Praça do Papa, organizando as doações que chegam para os desabrigados do Espírito Santo (Foto: Gabriel Lordello/ A Gazeta)

Bairro Pontal das Garças alagado por águas da chuva, em Vila Velha, Espírito Santo. (Foto: Vitor Jubini/ A Gazeta)

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