quinta-feira, 9 de junho de 2016

Fósseis trazem evidências sobre a origem dos “hobbits”



Os ossos, datados por Adam Brumm, da Universidade de Wollongong, na Austrália, têm em torno de 700.000 anos

Homo floresiensis imaginado pelo atelier Elisabeth Daynes (Kinez Riza/Fósseis trazem evidências sobre a origem dos “hobbits”)

Novas descobertas podem ter desvendado o passado misterioso dos “hobbits”, hominídeos primitivos que habitaram a ilha de Flores, na Indonésia, entre 95.000 e 12.000 anos atrás. Dois estudos publicados na revista científica Nature na última quarta-feira revelaram que pequenos hominídeos que viveram há 700.000 anos eram provavelmente os antepassados do H. floresiensis, anunciou uma equipe internacional de antropólogos após pesquisas nesta ilha da Indonésia.

“Hobbits” – Estudos iniciais feitos com base em fósseis encontrados na caverna de Liang Bua, em 2003, apontavam que o H. floresiensis, um hominídeo primitivo que chegava a medir até 1 metro de altura e pesava 25 quilos (por isso a espécie ganhou o apelido de “hobbit”, em homenagem às personagens da saga O Senhor dos Anéis, escrita por J. R. R. Tolkien), havia habitado a ilha entre 95.000 e 12.000 anos atrás. Alguns especialistas, na ocasião, afirmaram que os “hobbits”, na verdade, não passavam de espécies de Homo sapiens com algum sério problema de desenvolvimento, mas pesquisas feitas em 2013 reforçaram a ideia de que esses hominídeos eram, na verdade, ancestrais do H. erectus. Desde então, os cientistas tentavam explicar de onde provinham estes pequenos seres, a razão de sua baixa estatura e de sua presença na ilha.

Especialistas liderados por Gerrit van den Bergh, da Universidade de Wollongong, na Austrália, descobriram recentemente novos fósseis dos hominídeos da ilha de Flores. O tesouro antropológico, descoberto no sítio arqueológico de Mata Menge a 100 quilômetros da gruta de Liang Bua, onde encontraram os famosos “hobbits”, compreende um fragmento da mandíbula e seis dentes. “Estes estranhos hominídeos já estavam presentes na ilha há 700.000 anos”, explicou Yusuke Kaifu, do Museu Nacional da Natureza e das ciências de Ibaraki, no Japão, e coautor do estudo. “Fiquei impressionado quando vi estes novos fósseis”, acrescentou.

As minuciosas análises revelaram grandes semelhanças entre os fósseis do “hobbit” da gruta de Liang Bua e os encontrados no sítio arqueológico de Mata Menge, mesmo que os novos achados sejam menores que os fósseis de 2003. “O que encontramos foi uma grande surpresa”, disse Adam Brumm. “Nos leva a pensar que é uma espécie muito antiga, que adquiriu muito cedo seu tamanho pequeno, talvez pouco depois de chegar à ilha, há cerca de um milhão de anos”, explicou. A descoberta reforça a ideia de que os H. floresiensis são uma espécie separada, proveniente desses pequenos hominídeos. De acordo com o pesquisador van den Bergh, a nova descoberta dissipa permanentemente a noção de que os “hobbits” eram H. sapiens que sofriam com algum tipo de doença, com microcefalia ou um indivíduo trissômico (normalmente um indivíduo nasce com dois pares de cromossomos e a presença de três pode levar à ocorrência de más-formações como a Síndrome de Down).

“Os artefatos mais antigos da região sugerem que um grupo de H. erectus chegou a Flores há cerca de um milhão de anos”, afirmou van den Bergh à Nature.

Nanismo – Pesquisa feita em 2013 revelou que os H. floresiensis podiam ser um descendente perdido do H. erectus – hominídeo ancestral dos humanos que viveu há até 300.000 anos –, que teria progressivamente encolhido através das gerações para adaptar suas necessidades aos recursos pouco abundantes. De acordo com os pesquisadores, a espécie teria diminuído de tamanho depois de ter chegado à ilha de Flores, onde não foram muito bem sucedidos e tiveram de reduzir seu gasto de energia para sobreviver em um ambiente de recursos limitados. A espécie seria um descendente perdido do H. erectus – hominídeo ancestral dos humanos que viveu há até 300.000 anos –, que teria progressivamente encolhido através das gerações para adaptar suas necessidades aos recursos pouco abundantes.

Os “hobbits” teriam ficado isolados na ilha de Flores, desencadeando um fenômeno chamado “nanismo insular”, bem conhecido entre os animais. Os hipopótamos pigmeus que viveram antigamente em Madagascar apresentavam também um cérebro 30% menor em relação ao seu tamanho. E, graças a vestígios encontrados em uma caverna, os cientistas sabem que o H. floresiensis caçava e comia elefantes pigmeus, que certamente passaram pelo mesmo fenômeno evolutivo.
(Com AFP)

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Lobista confessa: US$ 4,5 milhões em propina, depositados no exterior, para a campanha de Dilma


E o que fez Dilma diante da revelação? Ora, acusou uma espécie de complô!!!

A relação do PT com a bandidagem com a qual tramava contra as instituições tem lá seu lado engraçado. Quando seus parceiros de crime decidem ser, vamos dizer, sinceros, aderindo à delação premiada, os petistas, então, com um cinismo muito particular, tiram onda de ofendidos.

Zwi Skornicki, o lobista preso que representava no Brasil o estaleiro Keppel Fels, admitiu ter pagado a João Santana, marqueteiro do PT, US$ 4,5 milhões. O dinheiro, fruto de propina, foi depositado no banco suíço Heritage. E, é óbvio, não foi declarado à Justiça Eleitoral. Os pagamentos foram feitos em nove parcelas de 500 mil. Só da Odebrecht, Santana recebeu outros US$ 3 milhões.

Skornicki admite o pagamento em suas tratativas para o acordo de delação premiada, que ainda não foi fechado.

E como reagiu Dilma Rousseff? Ah, sua assessoria parece que está se especializando em ficar brava e não esclarecer nada. Escreve numa nota: “A presidente Dilma Rousseff rechaça a insinuação de que teria conhecimento de um suposto pedido de US$ 4,5 milhões feito pelo tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, ao representante no Brasil do estaleiro Keppel Fels, Zwi Skornicki, para a campanha da reeleição”.

Dilma acha também que a imprensa pretende caluniá-la com ilações e suposições. Sei. Não há nada de “suposto” na acusação que faz o lobista. Afinal, por que ele confessaria um crime que não cometeu?

Fabio Tofic Simantob, advogado de Santana, faz o que é possível para defender o seu cliente. Para ele, os US$ 7,5 milhões recebidos no exterior (considerando os US$ 3 milhões da Odebrecht) não derivaram de propina e caracterizam apenas caixa dois.

A cada vez que leio alguns bobinhos a tratar da possibilidade de Dilma Rousseff voltar ao poder e coisa e tal, presto atenção a notícias como essa. Imaginem o que mais vem por aí. Mônica Moura, mulher de Santana, também negocia a sua delação.

Simantob tem o direito e o dever de proteger o seu cliente, mas cabe a pergunta: se a origem do dinheiro é lícita — e, portanto, só se teria um crime de caixa dois —, por que tanto esforço para fazer a doação clandestina? Ou a grana se refere a um “favor” já feito ou a um ainda por fazer.

Não custa lembrar: o caixa da campanha de Dilma em 2014 era Edinho Silva, que depois se tornou o seu poderoso ministro da Secom.

Ora, claro!, o lobista diz ter dado o dinheiro, confessa o crime, mas os beneficiários não sabiam de nada, certo?

Por: Reinaldo Azevedo
imagem:oglobo.globo.com
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Exame aponta resíduos de pólvora na mão de menino de 10 anos morto pela PM

Laudo não é conclusivo para confirmar se houve confronto ou não entre o menino e os policias militares, segundo jornal

Menino de 11 anos que se envolveu em um furto de veículo que terminou com morte do amigo, de apenas 10 anos, sendo levado para delegacia(Reprodução/TV Globo)

O menino de 10 anos morto pela Polícia Militar na semana passada tinha rastros de pólvora e chumbo nas mãos. É o que apontou o exame residuográfico feito pela perícia, segundo o jornal Folha de S. Paulo desta quinta-feira. Na semana passada, o garoto foi morto com um tiro no rosto durante uma perseguição policial na região do Morumbi, Zona Sul da cidade de São Paulo. De acordo com a versão da PM, ele foi atingido depois de ter supostamente atirado contra os policiais.

Delegados do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pelo caso, disseram que o exame não é conclusivo para confirmar se de fato houve confronto entre o jovem e os policiais. Isso porque, segundo o jornal, bastaria encostar a arma recém-utilizada nas mãos da criança para influenciar os resultados.

O colega, de 11 anos, que estava com o garoto no carro, prestou três depoimentos até o momento. Primeiro, ele disse que o amigo estava armado e que atirou duas vezes contra os policiais durante a perseguição e uma vez depois que bateu em um caminhão e em um ônibus. No segundo depoimento, disse que o menino morto logo em seguida só atirou enquanto era perseguido. Na terceira versão, o menino disse que o amigo não estava armado e que a arma foi "plantada".

Uma equipe policial está investigando a trajetória do revólver calibre 38 que foi apreendido e que, segundo a PM, foi utilizada pelo garoto. A arma foi roubada durante um roubo de cargas de maços de cigarro, em abril do ano passado, em Jundiaí, no interior de São Paulo.

A polícia pretende fazer uma reconstituição do crime, que visa a esclarecer se o menino teria a condições de dirigir, abrir e fechar o vidro do carro e ainda atirar com a mão esquerda, mesmo sendo destro.
(Da redação)

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Janot: Renan, Sarney e Jucá combinavam versões e cogitavam maquiar documentos

Há indícios, segundo o procurador-geral da República, de que os peemedebistas queriam produzir falsas provas para ocultar pagamentos de propina. Esse é outro argumento apresentado no pedido de prisão contra eles, segundo jornal

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, durante julgamento de afastamento do mandato de Eduardo Cunha como deputado federal, e da presidencia da Câmara dos Deputados, no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília (DF) -

05/05/2016
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot(Charles Sholl/Futura Press/Folhapress)

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e o ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP) tinham estratégias para evitar que as investigações da Lava Jato chegassem até eles. Segundo o jornal Folha de S. Paulo desta quinta-feira, esse foi outro argumento apresentado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no pedido de prisão contra os peemedebistas.

A ideia era costurar as defesas dos senadores e impedir que o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado colaborasse com as apurações, Renan, Jucá e Sarney também tinham a intenção de maquiar os desvios na gestão de Machado com a produção de novos documentos, segundo o jornal. Conforme revelou a edição de VEJA desta semana, Machado disse que distribuiu 60 milhões de reais em propina para peemedebistas durante os doze anos que esteve à frente da estatal, entre eles Renan, Sarney e Jucá - apenas ao ex-presidente da República, foram 19 milhões de reais. Machado também contou que guardava dinheiro no exterior para políticos, entre eles o presidente do Senado.

A base dos pedidos de prisão são as gravações dos peemedebistas feitas por Machado. Nas captações, Renan sugere mudar a lei para inibir a delação premiada, ao passo que Jucá descreve uma articulação política dele e de outros líderes para derrubar a presidente Dilma e, a partir daí, "estancar a sangria da Lava Jato".

Além dos senadores, o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) também foi alvo do pedido de prisão feito por Janot. Embora esteja afastado da presidência da Casa e de seu mandato parlamentar, o peemedebista continua tentando interferir na Lava Jato, bem como nas comissões da Câmara, de acordo com o procurador-geral.
(Da redação)

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Em registro inédito, cobra devora macaco quase do mesmo peso; fotos

Macaco tinha 93% do peso da cobra que o engoliu em floresta do Amapá.
É a primeira vez que pesquisadores registram predação dessa proporção.

Cobra engolindo macaco é visto pela primeira vez (Foto: Jucivaldo Dias Lima/Iepa)

Um estudo feito por biólogos do Instituto de Pesquisas do Amapá (Iepa) revelou uma predação inédita no mundo animal: um macaco foi encontrado na barriga de uma cobra da espécie Corallus hortulanus, popularmente conhecida como "cobra de veado" ou "surucucu do brejo".

O registro, até então nunca feito, foi publicado em 10 de maio na revista internacional 'Primates' e causou surpresa pela pouca diferença de peso entre o predador e a presa. A serpente tinha 650 gramas, apenas 50 a mais que o primata, da espécie "macaco de cheiro".

Cobra e macaco tem diferença de 50 gramas no peso (Foto: Jucivaldo Dias Lima/Iepa)

Um dos autores do estudo, Jucivaldo Lima, explicou que a diferença de peso entre os animais é considerada bastante pequena na relação entre predadores e presas no mundo animal. O macaco correspondia a 93% do peso da cobra.

Para se ter noção do tamanho do macaco engolido pela cobra, pode-se imaginar uma pessoa com peso de 100 quilos comendo 93 quilos de carne de uma só vez.

Segundo Lima, a predação foi registrada durante expedição na floresta da Reserva Biológica Lago Piratuba, em Amapá. Ele diz que é comum cobras comerem presas consideradas grandes, mas foi a primeira vez que a prática teve registro para essa espécie

"É comum elas comerem presas de grande proporção do tamanho do próprio corpo, mas não foi registrado essa predação para esse tipo de espécie de cobra, que no engoliu um macaco. (...) Quando fomos fazer a autópsia e descobrimos o que tinha dentro, ficamos muito surpresos porque ela também comer um macaco era algo que não tinha na literatura. Foi ainda muito mais interessante quando medimos a cobra e o macaco e verificamos a diferença entre eles, de apenas 50 gramas", comentou Jucivaldo Lima.

Macaco corresponde a 93% do peso da cobra (Foto: Jucivaldo Dias Lima/Iepa)

Com a pesquisa, de acordo com Lima, foi demonstrado um novo item na cadeia alimentar na espécie da cobra estudada e o potencial de captura dela.

"Talvez seja comum elas comerem macacos, mas como foi o primeiro registro, não é algo comum. Ela engoliu por completo e demoraria cerca de uma semana para digerir o animal", disse Lima, que fez a pesquisa ao lado das também biólogas do Iepa, Claudia Silva e Janaina Lima.

O estudo ainda contou com a participação do pesquisador independente Marco Antônio Ribeiro Júnior e do professor da University of Roehampton (Inglaterra), Stephen Francis Ferrari.

Abinoan Santiago do G1 AP
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'Como redescobri, sem querer, pássaro de olhos azuis desaparecido havia 75 anos'

Ornitólogo brasileiro avistou por acaso em uma expedição no interior de Minas Gerais uma espécie de ave que cientistas pensavam estar extinta.

Espécie considerada extinta por cientistas foi avistada no interior de Minas Gerais (Foto: Rafael Bessa)

Uma espécie rara de ave que cientistas consideravam extinta foi redescoberta graças a um encontro fortuito entre um ornitólogo brasileiro e o pássaro no interior de Minas Gerais.

Há 75 anos, a ave não era avistada na natureza. Desde 1941, a Columbina cyanopis, ou rolinha-do-planalto, como é chamada no Brasil, só podia ser apreciada por meio de espécimes preservadas em museus.

Isso começou a mudar depois de um lance de sorte vivido pelo ornitólogo Rafael Bessa, que, em julho de 2015, estava em uma região do interior mineiro (que está sendo mantida em segredo por razões explicadas mais abaixo) para fazer um levantamento.

O pesquisador havia decidido pegar um atalho no caminho entre seu hotel e o local onde realizaria seu trabalho. Na rota, decidiu parar em um certo ponto para apreciar e fotografar a vista. Foi quando ouviu sons de um animal que não reconheceu.

Bessa voltou ao local no dia seguinte para registrar o canto do animal e, ao reproduzir a gravação, atraiu em sua direção um pássaro, que pousou em um arbusto a alguns metros de distância.

Pesquisadores já identificaram 12 rolinhas-do-planalto (Foto: Rafael Bessa)

"Olhei pelo binóculo, e minhas pernas começaram a tremer. Sabia que tinha um verdadeiro fantasma na minha frente. Foi um momento de muita emoção, indescritível. Estava muito feliz e nervoso ao mesmo tempo", diz Bessa.

"Só pensava em documentar e aproveitar o momento. Até então, não sabíamos absolutamente nada sobre a espécie, e aqueles poucos minutos de observação poderiam significar muito para a conservação da rolinha."

Raridade
Bessa explica que a rolinha-do-planalto sempre foi considerada uma espécie rara e dificilmente era avistada mesmo quando seu habitat, o cerrado brasileiro, ainda era bastante preservado, até meados da década de 1950.

"Até então, não se entendia o por que dessa raridade, e o pouco que sabemos hoje não nos permite ter certeza do motivo, mas acreditamos que a espécie ocorre em uma fisionomia de cerrado muito específica e também rara", diz o ornitólogo.

"Soma-se a isto o fato do cerrado ser um dos ecossistemas brasileiros que mais perdeu área para a agricultura e pecuária nas últimas décadas, fato que certamente contribuiu para sua atual raridade."

Ave tem plumas castanhas com manchas azuis nas asas e olhos também azulados (Foto: Rafael Bessa)

Desde que o primeiro exemplar foi identificado por Bessa, 12 rolinhas-do-planalto foram ao todo avistadas por pesquisadores, com o apoio da Sociedade para a Conservação das Aves do Brasil (SAVE Brasil), o Observatório de Aves do Instituto Butantan e a ONG Rainforest Trust.

A ave possui uma plumagem de coloração predominantemente castanho-avermelhada e é bem menor do que outras rolinhas. A espécie ainda chama atenção por seus olhos azulados e manchas da mesma cor nas asas.

Conservação
Agora, cientistas trabalham para traçar planos de conservação da espécie, o que implica em proteger a área onde foi encontrada, além de compreender suas características e o que necessita para sobreviver.

Até que o plano seja concluído, o local onde os espécimes foram achados e seu canto não serão divulgados, para evitar um grande fluxo de observadores de pássaros para a região, o que poderia afugentar o animal.

"No momento, sabemos da existência de 12 exemplares, o que é um número muito baixo para garantir a conservação de qualquer espécie. Já realizamos expedições em busca de novas populações, mas até o momento não obtivemos êxito", afirma Bessa.

O ornitólogo diz que a redescoberta da Columbina cyanopis em uma área remota do Brasil, em meio a um ambiente frágil e raro, serve como um "exemplo de como conhecemos pouco sobre nossa biodiversidade".

Cientistas estão criando um plano de conservação da espécie e proteger seu habitat (Foto: Rafael Bessa)

"Existem ainda pelo menos uma dezena de espécies que estão desaparecidas há mais de dez anos e que correm o risco de serem extintas em um curto espaço de tempo", afirma Bessa.

Ele faz críticas ao que considera uma tentativa de fragilizar a legislação ambiental do país para favorecer a criação de empreendimentos comerciais.

"Um empreendimento de pequeno porte na área onde vive a rolinha seria suficiente para destruir o ambiente onde encontram-se os únicos 12 indivíduos que temos notícia dessa espécie nos últimos 75 anos", afirma Bessa.

"Garantir a conservação da Columbina nessa área especial ajudará não só a rolinha-do-planalto, mas também muitas outras espécies de animais ameaçadas de extinção que ocorrem em seu ambiente."

Alejandra Martins da BBC
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Sobe para 18 o número de mortos em acidente na Mogi-Bertioga

Ônibus fretado com estudantes capotou no km 84 da rodovia por volta de 22h45

Estudantes eram das Universidades UMC, UBC e da ETEC de Mogi das Cruzes (Foto: Divulgação)

O número de mortos no acidente ocorrido na rodovia Mogi-Bertioga na noite desta quarta-feira (8) aumentou para 18. Quinze dos óbitos foram constatados no local, e um outro no Hospital Municipal de Bertioga, segundo o Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo. O Hospital Santo Amaro, em Guarujá, confirmou mais dois mortos por volta de 8h por meio de sua Assessoria de Imprensa. Ainda segundo a corporação, outros 31 passageiros ficaram feridos.

Dentre os passageiros atendidos, oito foram encaminhados para o Pronto Socorro de Bertioga, quatro para o PS de Boiçucanga, quatro para a Santa Casa de Mogi das Cruzes e três para o Hospital Santo Amaro, em Guarujá, onde dois pacientes não resistiram aos ferimentos.

Pelo menos 20 viaturas e 67 homens do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar, além de oito ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), atenderam a ocorrência. Grupos de outras cidades também foram acionados para prestar atendimento.

A Polícia Militar Rodoviária liberou o local por volta de 7h. Os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal de Guarujá. O ônibus acidentado ficou completamente destruído e será encaminhado para o Pátio de veículos da Piaçaguera.

Após capotar, ônibus ficou completamente destruído (Foto: Folhapress)

As vítimas moram em São Sebastião e faziam o trajeto diariamente para estudar em Mogi das Cruzes, região metropolitana de São Paulo, nas Universidades de Mogi das Cruzes (UMC), Braz Cubas (UBC), e também na ETEC da cidade.

De acordo com informações da Polícia Civil, os corpos serão enviados para os IMLs de Guarujá e Mogi das Cruzes. A unidade de Santos também poderá receber alguns corpos. Em entrevista à rádio CBN, o delegado Fábio Pierry, que conduz as investigações sobre o acidente, informou que, por enquanto, as causas do acidente estão sendo apuradas.

“O trabalho da polícia agora é de investigação sobre o que teria motivado o acidente. Infelizmente, a pessoa por onde partiríamos a investigação, que é o motorista, também faleceu no acidente. Muitos feridos não sabemos para onde foram. Também há relatos de outros óbitos, mas precisamos ainda cruzar as informações para prestar assistência”, comentou.



Ainda conforme o delegado, a área onde ocorreu o acidente é um ponto de alta velocidade, com declive grande. “Será realizada perícia no ônibus, mas será difícil atestar se houve problema na barra de direção do veículo ou algum problema no freio porque o ônibus está muito danificado. Ele se desintegrou no acidente”.

O ônibus seguia em comboio, com outros três veículos, pelo km 84, na divisa entre os municípios de Mogi das Cruzes e Bertioga, quando perdeu o controle e invadiu a pista contrária.

Segundo apurou a Reportagem, ele foi se arrastando até cair em uma vaga ao lado da pista e bater contra um imenso rochedo, vindo a capotar e cair em um barranco. O veículo ficou completamente destruído. Pedaços do coletivo e objetos dos estudantes ficaram espalhados pela pista.

O ônibus, que pertence à empresa União do Litoral, é um dos seis que a Prefeitura de São Sebastião disponibiliza para o transporte de moradores da cidade a universidades de Mogi das Cruzes.

Conforme informações da Prefeitura, ele transportava estudantes que moravam entre os bairros Barra do Sahy e Boraceia.

Até a manhã de hoje, os corpos das vítimas ainda não tinham sido identificados.

Ônibus fazia o transporte de estudantes de São Sebastião (Foto: Folhapress)

Por pouco
Enquanto o resgate era feito após o acidente, houve um outro acidente no local do capotamento do ônibus. Um caminhoneiro perdeu o controle da carreta que dirigia e chegou a atingir quatro veículos dos órgãos que prestavam socorro no local. Ninguém se feriu, mas a carreta ficou destruída.

“Ele (motorista do caminhão) não conseguiu frear e, quando chegou próximo ao local do acidente, viu as luzes das viaturas e, para não colidir e atropelar os bombeiros e policiais no local, jogou o caminhão em cima de algumas viaturas que estavam paradas. Ele praticamente achatou uma viatura do Corpo de Bombeiros, que ficou prensada no local. Por sorte, não havia nenhum soldado dentro. Por um acaso não morreram profissionais de saúde e da segurança”, completou o delegado.


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Mãe queima a filha de 16 anos que se casou por amor no Paquistão

Adolescente teria fugido de casa com o marido

Uma mulher é acusa de um crime bárbaro, que chocou o mundo. Ela teria posto fogo na própria filha viva, de 16 anos. O crime, ocorrido no Paquistão, teria sido motivado após a menina ter se casado e fugido de casa com o marido.

Apesar da gravidade do fato, o país já está acostumado com casos assim, onde esses crimes são chamados de "crimes de honra" e acontecem com certa frequência. Segundo as autoridades, o corpo da vítima tinha sinais de tortura. A acusada do crime está presa.

Local do crime (Foto: AFP)

"Perveen Bibi matou sua filha Zeenat Bibi queimando-a viva nesta quarta-feira às 09h00 da manhã", como aponta Haidar Ashraf, funcionário de alto escalão da polícia.

O marido da vítima tentou explicar a fuga, que, segundo ele, foi impedida após a família da noiva ter mentido para o casal, chamando-os de volta para uma festa. "Depois do casamento vivemos juntos por quatro dias, e a família dela entrou em contato conosco. Prometeram que organizariam uma festa de casamento em uma semana e que depois poderíamos viver juntos", explicou.

Dados mostram que cerca de mil mulheres morrem, anualmente, no Paquistão, por conta desses "crimes de honra". Na semana passada, houve um caso envolvendo uma jovem de 19 anos, que fora torturada e queimada viva por populares de um povoado próximo à capital do país. Ela teria se negado a casar com o filho de seu antigo chefe.

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Lobista diz que pagou US$ 4,5 milhões para campanha do PT

Zwi Skornicki fecha acordo de delação com a força-tarefa da Lava-Jato. Expectativa é de que ele conte tudo sobre o dinheiro que abasteceu campanhas feitas pelo marqueteiro João Santana

João Valadares
Zwi foi preso na 23ª fase da Lava-Jato, acusado de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro (foto: Fernando Frazão/Agência Brasil - 22/2/16)

Brasília – Preso com o ex-marqueteiro do PT João Santana, na 23ª fase da Operação Lava-Jato, denominada Acarajé, o engenheiro e lobista polonês Zwi Skornicki fechou com o Ministério Público Federal (MPF) acordo de delação premiada com o objetivo de diminuir a pena. Um dos filhos dele, Bruno Skornicki, alvo de condução coercitiva, também está negociando a colaboração. A informação preocupou os aliados da presidente afastada Dilma Rousseff, que tenta reverter votação no Senado para retornar ao poder. Os investigadores querem comprovar repasses de propina para abastecer a campanha de reeleição da petista, em 2014. Skornicki, assim como Santana e a mulher, Mônica Moura, além de outras cinco pessoas, viraram réus na Lava-Jato e respondem pelos crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

O lobista é responsável pela intermediação de contratos na Petrobras que somam R$ 6 bilhões. A expectativa do Ministério Público Federal é de que o polonês ofereça provas contundentes de como o dinheiro sujo abasteceu campanhas políticas. Ele é representante no Brasil no estaleiro Keppel e, de acordo com o MPF, foi citado por delatores como um forte operador do esquema de pagamento de subornos. Segundo reportagem publicada ontem pelo site do jornal O Globo, Skornicki disse à Lava-Jato que João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, lhe pediu US$ 4,5 milhões para ajudar a financiar a campanha pela reeleição de Dilma Rousseff, em 2014. O pagamento foi realizado diretamente para o marqueteiro João Santana e não foi declarado à Justiça Eleitoral.

A Polícia Federal investigou inicialmente o destino de US$ 7,5 milhões recebidos na Suíça por João Santana. A maior parte dos recursos – 60% – teria sido remetida, em 2013 e 2014, ao exterior por Skornicki, utilizando a empresa Shellbill Finance S.A. A Lava-Jato já sabe que pelo menos US$ 3 milhões, depositados entre abril de 2012 e março de 2013, foram repassados para um conta de Santana a partir de uma articulação de offshores controladas pela construtora Norberto Odebrecht.

Foi na casa de Zwi Skornicki que policiais federais encontraram, na 9ª fase da Operação Lava-Jato, em fevereiro de 2015, uma carta escrita por Mônica Moura. Ela encaminha dados de duas contas, uma que recebia em euro e outra em dólar, no exterior. Na mesma carta, a mulher de Santana diz que enviou o modelo de contrato e que apagou, por motivos óbvios, o nome da empresa.

Os investigadores da Lava-Jato descobriram que o patrimônio do engenheiro Zwi Skornicki aumentou 35 vezes em 10 anos. Passou de R$ 1,8 milhão para R$ 63 milhões. Quando foi preso, policiais federais recolheram em suas residências 15 carros antigos e diversas obras de arte de pintores famosos.

A PF ainda não tem provas de que os recursos foram repassados para pagamento de serviços prestados por Santana durante as campanhas presidenciais de Dilma. A delação de Skornicki pode ser a peça que faltava para fechar a investigação. Na época da prisão de João Santana, chamou a atenção dos policiais o fato de Santana ter declarado legalmente o recebimento de aproximadamente R$ 170 milhões por serviços eleitorais prestados no Brasil desde 2005 e ter escondido o recebimento de valores menores no exterior.

Na época da prisão, a defesa de João Santana alegou que todos os recursos em contas do exterior do marqueteiro eram provenientes de campanhas feitas fora do Brasil. Os advogados atestaram que não havia nenhum valor referente a pagamentos por serviços prestados no país.

Voos fretados
A presidente afastada, Dilma Rousseff, viajará hoje para Campinas (SP) em voo fretado pelo PT. A decisão foi tomada após a Casa Civil restringir o uso, por Dilma, das aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB). A interpretação dada pelo governo em exercício é de que ela só poderá utilizar os aviões da FAB para o deslocamento entre Brasília e Porto Alegre, onde tem família.

A petista chegou a cogitar fazer os deslocamentos em aviões de carreira, mas percebe que a ideia seria inviável. Dilma tem direito a uma equipe de guarda-costas e assessores, o que poderia causar transtornos no deslocamento pelos aeroportos. Além disso, não prosperou a intenção de que todos os assentos próximos à presidente afastada fossem comprados, para evitar hostilidades. (Colaborou Paulo Tarso Lyra)

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Pai é avisado por engano que filho morreu em acidente: 'Desesperador'

Veículo estava no km 84, na divisa entre Mogi das Cruzes e Bertioga, SP.
Pai soube que o filho havia morrido, mas garoto estava internado.

Erick ficou ferido após acidente envolvendo ônibus de universitários (Foto: Reprodução / Facebook)

O pai de um garoto que estava no ônibus que levava 46 pessoas e capotou na rodovia Mogi-Bertioga, por volta das 23h desta quarta-feira (8), no litoral de São Paulo, recebeu, no local do acidente, a informação de que seu filho havia morrido. Horas depois, porém, ele foi informado que o jovem tinha sofrido apenas alguns ferimentos e estava no Hospital Santo Amaro, em Guarujá.

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil, 16 pessoas, incluindo o motorista, morreram. Todas as outras pessoas 30 ficaram feridas. Inicialmente, a Polícia Civil informou que 17 pessoas teriam morrido, mas, às 5h15, voltou atrás e corrigiu o número para 16 mortos.

A rodovia foi totalmente interditada por volta das 23h e todas as vítimas com vida foram resgatadas e levadas a hospitais próximos. Um guincho realizava o trabalho de retirada do coletivo até às 2h. A rodovia foi liberada por volta das 7h. O ônibus foi retirado do local por volta das 6h50.

Erick estava no ônibus que capotou na rodovia (Foto: Reprodução / Facebook)

O veículo levava estudantes de três unidades de ensino da cidade de Mogi das Cruzes para o município de São Sebastião. O ônibus seguia em comboio com outros três veículos pelo km 84, na divisa entre os municípios de Mogi das Cruzes e Bertioga. Neste momento, o coletivo bateu em um rochedo na pista contrária, capotou e caiu em um barranco.

Equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) do litoral de São Paulo, e também de municípios próximos da região, foram deslocadas para prestar atendimento às vítimas. Equipes do Departamento de Estradas e Rodagem (DER) também estão no local. A rodovia seguirá interditada até 8h.

Segundo Edemir Pedralli, pai de uma das vítimas, a situação no local ainda é incerta. "Foi desesperador. As informações estavam desencontradas. Um bombeiro disse o nome do meu filho, eu respondi que era familiar e ele me informou que meu filho tinha acabado de entrar óbito no Hospital Santo Amaro. Quando cheguei ao hospital, um tio dele estava lá e me disse que ele tinha sofrido apenas alguns ferimentos", disse.

As vítimas foram levadas para o Hospital Municipal de Bertioga, para o Hospital Santo Amaro, em Guarujá, e para o Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, que fica em Mogi das Cruzes. De acordo com o delegado Fábio Pierri, não chovia e não havia neblina no momento do acidente, mas a pista poderia estar escorregadia.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, os corpos serão enviados para os IMLs de Guarujá e Mogi das Cruzes, mas há a chance de que alguns corpos sejam enviados para a unidade de Santos. O caso será investigado pela Delegacia Sede de Bertioga.

Ao menos 10 pessoas morreram em acidente na Mogi-Bertioga (Foto: Jamile Santana / G1)

Colisão
Horas após o acidente com o ônibus, um caminhão colidiu contra um guincho da DER e também contra um caminhão do Corpo de Bombeiros. Estes veículos estavam no trecho para ajudar a bloquear a via. As causas deste acidente são desconhecidas. Ninguém ficou ferido.

Caminhão foi retirado do local na manhã desta quinta-feira (Foto: Solange Freitas/G1)

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