Investigado por corrupção, Renan Calheiros decide fazer oposição ao governo Temer para tentar a reeleição, que, pela primeira vez em 20 anos, está ameaçada
CURITIBA NÃO! - Renan Calheiros, em ato de campanha: agitação frenética para garantir distância do juiz Sergio Moro (Olival Santos/VEJA)
“Alagoanos, nada vai me acontecer porque eu nunca cometi irregularidade. Eu tenho uma vida limpa. Essa gente não gosta de conviver com alguém do Nordeste que presidiu quatro vezes o Senado Federal”. Acossado por investigações de corrupção e caixa dois na Lava-Jato, o senador Renan Calheiros, autor da frase acima, é alvo de doze inquéritos e réu por peculato no Supremo Tribunal Federal.
Na semana passada, o atual líder do PMDB disparou uma saraivada de críticas ao governo Michel Temer. A ofensiva partiu, de forma inédita, nas redes sociais. Renan condenou a reforma da Previdência, que prejudica “os pobres e o Nordeste”, criticou a aprovação da terceirização e classificou o governo de seu partido como “errático”. Falou como um líder da oposição, o que deu origem a teorias conspiratórias sobre suas pretensões. A explicação é simples. Os problemas de Renan se dividem entre Brasília e Alagoas.
Por Felipe Frazão
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