quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Sobrinho de família brasileira morta na Espanha não será preso

François Patrick Gouveia é suspeito de assassinar os brasileiros Marcos Nogueira e Janaína Santos Américo e os filhos de 1 e 4 anos do casal.

François Patrick Gouveia, 19, é acusado de assassinar o tio, sua esposa e os dois filhos do casal (Sobrinho de família brasileira morta na Espanha não será preso)

Por meio de uma nota oficial, a Polícia Federal informou nesta quarta-feira que, conforme a legislação brasileira, não acatará o pedido de prisão para extradição de François Patrick Gouveia, suspeito de assassinar e esquartejar os brasileiros Marcos Nogueira e Janaína Santos Américo e os filhos de 1 e 4 anos do casal em Pioz, a 60 quilômetros de Guadalajara, na Espanha. Patrick é sobrinho de Marcos e chegou a viver por quatro meses com a família em Madri.

A PF afirma que coopera com as autoridades espanholas -“foram colhidos elementos para identificação das vítimas e realizadas oitivas formais das respectivas famílias”, diz o comunicado – e encaminhou ao Ministério da Justiça um pedido de autorização para abertura de inquérito.

François Patrick, de 19 anos, está no Brasil desde 20 de setembro, e desde 22 do mesmo mês pesa sobre ele uma ordem de detenção internacional emitida pela justiça espanhola. Os investigadores explicaram que ele tinha uma passagem de volta ao Brasil marcada para 16 de novembro. No entanto, em 19 de setembro, 24 horas após a descoberta dos cadáveres, mudou apressadamente sua passagem para voltar no dia seguinte.

Perfil psicopata
A Guarda Civil espanhola apresentou nesta quarta-feira o suspeito como um psicopata, narcisista e com falta de “apego à vida humana”. A Guarda Civil investiga o macabro assassinato da família, cujos corpos foram encontrados esquartejados em sacolas no dia 18 de setembro, quando vizinhos alertaram a polícia sobre o odor nas imediações da casa. Segundo a perícia, o assassino teve muito cuidado para limpar a residência e não deixar rastros.

O segredo de justiça foi levantado apenas parcialmente, razão pela qual há elementos desconhecidos, como o motivo do crime. Em uma coletiva de imprensa na cidade de Guadalajara, a Guarda Civil disse ter “muitos indícios razoáveis e provas inquestionáveis” de que o sobrinho de Marcos foi o autor material do crime desta família “normal, trabalhadora e humilde”.

O suspeito, de cuja autoria a Guarda Civil diz não ter “nenhuma dúvida”, não tinha “nenhum tipo de relação com o crime organizado”, mas tinha um passado violento (agrediu gravemente um professor no Brasil) e apresenta um perfil de “psicoticismo”, marcado por seu egoísmo, narcisismo e “falta de apego à vida humana”.

Os investigadores afirmam que o suposto assassino abordou suas vítimas de maneira “sequencial”, ou seja, não enfrentou todas ao mesmo tempo, e que um dos adultos estaria fora de casa quando ele entrou. Anteriormente foi informado que não havia sinais de arrombamento na residência, que contava com uma piscina e se localizava em uma zona residencial.

(Com AFP)
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