sexta-feira, 3 de março de 2017

Ex-PSG, jogador é preso pela PF pouco antes de entrar em campo

Souza, meia do Brasiliense que já jogou também no São Paulo e no Fluminense, responde a processo por sonegação fiscal

O jogador Souza, do Brasiliense (Brasiliensefc.com.br/Divulgação)

Logo após deixar a cadeia, na última sexta-feira, o ex-goleiro Bruno foi sondado pelo Brasiliense, time que lidera o inexpressivo Campeonato Candango, com a proposta de voltar aos campos após cumprir seis anos e sete meses de pena pela morte da modelo Eliza Samudio. A contratação do ex-jogador do Flamengo necessariamente passará por uma cela solitária da Papuda, de onde o dono do time da capital federal, o ex-senador Luiz Estevão, cumpre os 26 anos de prisão a que foi condenado por desvios do fórum trabalhista de São Paulo na década de 1990.

Nesta quinta-feira, o Brasiliense voltou a estar no centro de um caso de polícia – um caso inusitado, diga-se. O jogador Willamis de Souza Silva, conhecido como Souza, foi preso enquanto se preparava para entrar em campo. O meia, que já atuou em times como o Paris Saint-Germain (PSG), Fluminense e São Paulo, estava escalado para a partida contra a equipe do Paracatu pelo Campeonato Candango.

O jogo estava marcado para as 16h, no estádio Abadião, em Ceilândia, a 30 quilômetros do centro de Brasília. Preso pela Polícia Federal, Souza não pôde entrar em campo. De acordo com o advogado do jogador, João Chiminazzo, os agentes da PF chegaram minutos antes da partida e anunciaram a ordem de prisão, expedida pela Justiça Federal de São Paulo, onde Souza responde a um processo por sonegação fiscal. A Justiça não conseguiu encontrar o meia para citá-lo e o Ministério Público pediu a sua prisão. O pedido foi atendido pelo juiz encarregado do caso. “Ele estava dentro do vestiário de um clube que está jogando desde novembro. Se a polícia foi até lá para cumprir o mandado de prisão, poderia ter ido cumprir o de citação”, afirmou o advogado.

A defesa de Souza já ingressou com um pedido de revogação da prisão. Na ação, apresentou contratos de trabalho e de locação onde o esportista vive e também o comprovante de matrícula da escola do filho de Souza.

O Jacaré, como é conhecido o time do Brasiliense, nunca foi derrotado pelo Paracatu, mas o jogo era considerado difícil – mesmo se Souza permanecesse em campo. Brasília é um local sem tradição de futebol e o jogo era uma das poucas diversões dos torcedores nesta quinta pós-Carnaval. Os ingressos custam 20 a inteira e 10 a meia.

Por Marcela Mattos, Hugo Marques
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