Empreiteira destinou um valor mensal de até 100 000 dólares aos narcoguerrilheiros colombianos para tocar obras em áreas dominadas por eles
No ano passado, a empresa de Marcelo Odebrecht admitiu “práticas impróprias”: estava sendo modesta (AP Photo/Scott Daltone; Germano Luders; Henrique Manreza/Brasil Econômico/VEJA)
Desde que jogou a toalha e desistiu de negar as acusações da Lava-Jato, a Odebrecht, maior empreiteira do Brasil, confessou crimes de arrepiar. Na toada de ilegalidades, acabou aceitando até embrenhar-se, literalmente, na selva do crime. A empreiteira deu dinheiro às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) durante os últimos vinte anos em troca de “permissão” para atuar nos territórios dominados por elas. Os pagamentos, que começaram a ser efetuados nos anos 1990 e variavam de 50.000 a 100.000 dólares por mês, foram informados à Procuradoria-Geral da República. Não é uma ilegalidade semelhante ao pagamento feito a políticos, mas também não se trata de uma atividade limpa.
Por Renato Onofre
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