quarta-feira, 8 de maio de 2013

Viagra terá venda direta da Pfizer para combater pirataria

Empresa investe em estratégia para enfrentar imitações e timidez de pacientes na hora da compra


NOVA YORK - O laboratório Pfizer anunciou a decisão de investir nas vendas do seu medicamento para disfunção erétil Viagra para os consumidores em seu site, em um esforço para ampliar as vendas on-line.


A iniciativa tem por objetivo enfrentar o mercado paralelo de produtos clandestinos e garantir o crescimento das vendas do popular comprimido azul, considerado um dos medicamentos mais falsificados do mundo.

A empresa informou que faturou mais de US $ 2 bilhões em 2012 -, mas especialistas estimam que a Pfizer pode estar perdendo centenas de milhões de dólares por ano para o mercado negro na internet.

O mercado de produtos falsificados é favorecido pela vergonha que muitos consumidores tem de comprar o remédio no balcão das farmácias.

A partir de segunda-feira, o portal da Pfizer vai permitir aos consumidores americanos a compra por meio de um novo site onde a frase "Compre Viagra real" aparece com destaque.

Os pacientes ainda precisam de receita médica, mas os tímidos serão poupados da viagem adicional até a farmácia.

Se o movimento da Pfizer for bem sucedido, outros laboratócios poderão seguir o mesmo caminho para vender produtos que podem causar constrangimento na hora da compra, inclusive os produtos para emagrecimento.

"Isso pode ser o prelúdio de um vasto número de produtos", disse o especialista em medicamentos falsificados Roger Bate, do instituto American Enterprise.

Victor Clavelli, executivo de marketing da Pfizer, cujo portfólio inclui Viagra, disse o objetivo do laboratório é apenas garantir que os consumidores tenham acesso ao verdadeiro Viagra.

Desde que o medicamento chegou ao mercado, em 1998, a Pfizer tem procurado minimizar o estigma em torno da impotência masculina - rebatizada como disfunção erétil.

A empresa contratou celebridades como o ex-candidato presidencial republicano Bob Dole para incentivar os homens a ter uma conversa com os médicos a respeito do comprimido azul.

Mas, mesmo com a extensa fila de homens buscando consultórios, muitos buscam fazer a compra no mercado negro para não passar recibo de impotência na hora da compra.

Pílulas de dieta para mulheres e medicamentos de disfunção erétil para os homens são a maioria dos medicamentos procurados online, segundo a Pfizer.

Matthew J. Bassiur, vice-presidente da Pfizer Global Security, disse em um comunicado que a empresa encontrou medicamentos falsificados fabricados em laboratórios com "deploráveis condições".

Ele acrescentou que as amostras de Viagra falsificado testado por laboratórios Pfizer continham pesticidas, gesso, tinta comum e até de impressora.

"Estas descobertas nos motivam a continuar o nosso esforço mundial para deter os riscos para os pacientes desavisados", disse.

A Pfizer disse que fez uma pesquisa em 2011 com Viagra comprado em 22 sites que aparecem nos resultados de busca na internet com a frase "comprar Viagra". As análises químicas descobriram que cerca de 80% dos comprimidos foram falsificados.

Os comprimidos de Viagra falso continha apenas cerca de 30% a 50% do ingrediente ativo, o citrato de sildenafil, em comparação.

Nem todos os medicamentos comprados on-line são falsos. Muitas farmácias, em diversos países, exigem receita médica e vender versões válidas de drogas. O problema é que é difícil para os consumidores a distinguir as farmácias legítimas das ilícitas. O preço médio do Viagra é de cerca de US$ 22 por comprimido, enquanto muitas farmácias on-line vendem o produto por cerca de US$ 10.

O Viagra tem cerca de 49% do mercado para tratamentos de disfunção sexual, seguido pelo Cialis, que detém 39,7% e o Levitra, com 8,6%, de acordo com o IMS Health.

fonte:http://economia.estadao.com.br/noticias/economia-geral,viagra-tera-venda-direta-da-pfizer-para-combater-pirataria,152929,0.htm
Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.
Faça sua pesquisa
http://www.facebook.com/profile.php?id=100001544474142

Nenhum comentário:

Postar um comentário