Foto: Valdenir Rezende/Correio do Estado/Arquivo
Rui Falcão acredita que nova fase do processo pode mudar penas
O presidente nacional do PT, Rui Falcão, afirmou ontem (08) que "não trabalha com a hipótese" de prisão de nenhum dos petistas condenados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no processo do mensalão.
Segundo Falcão, o Supremo dará outra interpretação ao caso na análise dos recursos contra as condenações.
"Não estamos trabalhando com essa hipótese [prisão dos condenados no mensalão], porque acreditamos muito que, à luz dos embargos, haverá uma nova apreciação no processo. Como nós sustentamos desde o início, não se pode condenar ninguém por suposições e na ausência de provas", disse.
Os 25 condenados recorreram ao próprio Supremo contra as penas -sendo que 11 estão condenados a penas em regime fechado. Destes, três são filiados ao PT: José Dirceu, Delúbio Soares e João Paulo Cunha.
Presidente do STF e relator do mensalão, o ministro Joaquim Barbosa pediu que o Ministério Público Federal se manifeste sobre os recursos.
Ele tem dito que os questionamentos não podem mudar o desfecho do processo, tese rebatida pelos ministros Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.
Em um julgamento de quase cinco meses, o Supremo confirmou que houve um esquema de desvio de recursos públicos que, somados a empréstimos fraudulentos, abasteceu a compra de apoio político no Congresso durante os primeiros anos do governo Lula.
Para Falcão, como cabem recursos, ainda não há condenados. "Para nós, até o momento, não há nenhum condenado, porque os recursos não se esgotaram. Portanto, não há de se cogitar a prisão de ninguém".
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